Complementando a Amamentação

Em um post anterior no instagram eu comentei que estava complementando com fórmula a amamentação do Antônio e recebi muitas dúvidas em relação a isso. Então, hoje explicarei como e porque estamos complementando.

Tive duas experiências com amamentação uma muito diferente da outra, mas em alguns detalhes parecidas. Do Francisco foi sofrimento puro, eu tive problemas com mamilo invertido, rachava muito, sangrava, sentia muita dor e comecei a tirar o meu leite e oferecer na mamadeira quando não tinha condições de amamentar (mamava sempre de hora em hora).  Agora do Antônio começou uma maravilha, pois ele nasceu com uma pega perfeita e eu sempre tive muito leite. Nenhuma ferida, mas em compensação uma bela mastite (cheguei a tomar antibiótico) na segunda semana.

Tudo ia muito bem, quando meu leite começou a diminuir. A única mudança que ocorreu nesse momento foi que eu comecei a tomar anticoncepcional, mas não posso dizer até que ponto isso influenciou. Também, sei que é normal isso acontecer após o 2/3º mês, mas no meu caso além de diminuir a quantidade em algumas mamadas o leite nem descia, foi bem estranho.

Mesmo assim resolvi manter a amamentação normalmente, pois eu queria que fosse exclusiva. Deixava Antônio mamar até que ele queria, mas percebi que ele começou a chorar no final de cada mamada. Comecei a dar os dois seios, pois nem sempre fazia isso. No primeiro mês ele mamava muito e acabou engordando rapidamente (meu corpo ainda não havia ajustado a produção de leite, por isso, tive a mastite). Digamos que o normal é um bebê engordar 20 a 30 gramas por dia e ele engordava 45. Então, limitamos um pouco o tempo que Antônio mamava (mamava 1 hora e passou a mamar 30 minutos, tomava digamos 120ml e aguentava 90), pois ele estava sempre passando mal (vomitava muito em todas as mamadas e chorava de dor de tão cheio). Mamava de 2 em 2 horas (e até hoje é assim) ou quando sentisse vontade.

Quando chegou a consulta de 2 meses (que eu faço sempre na metade do mês) recebemos uma surpresa: Descobrimos que Antônio não estava engordando e não havia nenhum motivo aparente para alguns choros misteriosos. Chegamos à conclusão que poderia ser fome. A sua necessidade de leite havia aumentado, pois cresceu e ele estava precisando mamar mais, mas meu corpo não acompanhou. Nossa pediatra indicou que começássemos a complementar quando ele chorava para ver se realmente era fome (ou tirar o leite com a máquina, mas no meu caso não saia essa quantidade). Ela explicou que até os 3 meses a quantidade indicada de leite para ele se sustentar por mais ou menos 2 horas seria 60 ml e para 3 horas 90 ml. Se ele mamasse tudo isso ainda tinha fome. Então, quando sentíamos que os 2 seios não eram suficientes complementávamos. E geralmente ele mamava os 60 ml. Poucas vezes quis apenas 30 ml.

Eu pensei que essa situação iria se regularizar com ele mamando os dois seios (seria o normal), mas se manteve com todo o estimulo. Nossa pediatra sugeriu que eu iniciasse uma medicação para descer mais leite, mas eu optei por não tomar e tentei apenas mudar alguns hábitos: comer com maior frequência, dormir mais (impossível quando se tem dois bebês pequenos e a mãe da gente mora longe hehe), não me estressar, não me preocupar tanto, tomar mais líquidos, dar mama com maior frequência (de hora em hora, pois Antônio até hoje aguenta no máximo 2 horas sem mamar), mas nem sempre conseguia manter esses cuidados (em meio a minha correria dupla). Há alguns dias fiz tudo corretamente como o indicado e mesmo assim meu leite se manteve instável e continuei complementando.

Depois de tudo isso eu resolvi (com indicação da nossa pediatra) tentar a tal medicação conhecida que o efeito colateral é produzir mais leite. Muitos a questionam e muitos a veem como salvação. No meu caso está sendo uma salvação, pois estou conseguindo manter a uma semana quase apenas o seio. Está ótimo! E como eu desejo amamentar o máximo de tempo que eu puder (pela saúde do Antônio) está realmente ajudando. Acredito que isso aconteceu comigo devido algum desiquilíbrio hormonal/emocional e com a medicação (liberação de hormônios) acabou regularizando. O cansaço nem sempre é sentido apenas pelo corpo e sim pela nossa mente! Fica a dica: “cuidar de dentro e não apenas de fora”!

OBSERVAÇÃO: É muito importante ficar claro que eu não estou incentivando ninguém a complementar a amamentação, eu jamais faria isso, pois é contra tudo o que eu penso e escrevo aqui. Minha intenção é ajudar outras mães que estão passando por essa situação e desistindo de amamentar. Para tudo existe uma saída, só precisamos com calma descobrir o que está acontecendo e ser bem orientadas.

 

Escolha do leite:

Nós usamos dois leites (indicados pela nossa pediatra):

Complementando a AmamentaçãoNAN Supreme: Antônio se adaptou muito bem a essa fórmula. Mama bem, percebo que o sabor o agrada e quando não tem crises de (acúmulo de) lactose não causa gases. Essa fórmula é tão completa quanto o Similac que o Francisco tomava, com a vantagem de ser fácil de encontrar.

Complementando a Amamentação

NAN Sem Lactose: Percebi que esse constipa um pouco e causa gases. É bem curioso, pois não deveria. Só uso quando Antônio fica ruinzinho por causa do acúmulo de lactose (conto mais detalhes sobre isso nesse link). Também, considerando o tamanho da lata (400g) e o seu preço médio (R$55) se torna um leite mais caro que  o outro.

Observação: Nunca comece a dar fórmula ou outro leite para o seu bebê sem a indicação expressa da(o) pediatra que o acompanha. Tudo que eu fiz e faço é orientado pela nossa pediatra de confiança que conhece o Antônio e o Francisco desde que nasceram.

 

Escolha da mamadeira:

Com o Francisco eu usei a marca MAM, foi difícil encontrar uma marca que ele se adaptasse e na hora que conheceu a MAM ele amou. Resultado: largou o seio dentro de 1 mês. Consegui manter a amamentação dele apenas até o final do 5º mês justamente por esse motivo.

Com Antônio escolhi a marca Avent, pois ela é mais parecida com o seio do que as demais e deu super certo. Observe na foto o formato do bico:

Complementando a AmamentaçãoAntônio mantém tanto a mamadeira, quanto o seio. Não é tão fácil achar (por um preço que não seja abusivo) como a MAM, mas pelos seus benefícios vale a pena (sem falar que são todas lindas hehe) Encontro por um bom preço e ótima qualidade na loja TuttiAmore (confio muito). Clique aqui para ir diretamente para os produtos da Avent na loja.

Observação: Ensinei o Antônio a mamar na mamadeira depois de uma noite em que tive que sair correndo com o Francisco na madrugada (devido a uma crise alérgica). Neste dia minha mãe estava com a gente e por sorte ela pode nos ajudar. Depois dessa situação eu percebi que quando se tem dois bebês pequenos é essencial ter uma alternativa ao seio, pois nunca se sabe quando um irá precisar mais de nós. Então, ensinei Antônio a mamar na mamadeira, pois não é sempre que eles aceitam na primeira tentativa (não esqueça de manter o seu leite congelado se você for se prevenir para essas situações).

 

Alguns sinais de que o bebê está mamando o suficiente:

  • O bebê fica satisfeito e tranquilo após mamar;
  • O bebê enche (de urina) mais de 6 fraldas por dia;
  • O ganho de peso está adequado;
  • O bebê dorme satisfeito após as mamadas;
  • O seio da mãe inicia cheio e no final da mamada fica como se estivesse “vazio”;
  • Você sente o seio encher de leite e logo após essa sensação o bebê começa a engolir;

 

Enfim, todas nós sabemos “decor e salteado” que a amamentação exclusiva até o 6º mês (e complementada com alimento até os 2 anos) é com certeza o melhor para o bebê, pois previne diversas alergias e doenças. Mas, nem tudo na vida é perfeito e precisamos aceitar isso. Não estou incentivando ninguém, estou apenas contanto a minha experiência, pois já senti muita culpa e me senti muito frustrada por ter que complementar. Qual mãe que não deseja que o filho tenha e receba apenas o melhor? E por esse motivo a culpa nos consome, culpa nos destrói.

Também, o olhar do outro, o olhar que julga sem conhecer a nossa verdadeira história e o que estamos vivendo/passando nos machuca. As pessoas conseguem ser cruéis e nos julgar como se estivéssemos deixando de alimentar nossos filhos com o nosso leite por preguiça ou descaso e isso é muito triste. Afinal, qual mãe (de verdade) faria isso ou qualquer coisa que prejudicasse seu filho intencionalmente?

Sabem o que eu fiz para lidar com esses sentimentos perturbadores? Parei de me importar, pois ver meu filho com fome, não engordando o que deveria supera qualquer bobagem que passa pela minha cabeça. Hoje, eu apenas agradeço quando eu tenho leite suficiente para alimentá-lo, mas também agradeço por ter uma alternativa quando isso não ocorre!

 

complementando-a-amamentacao

E essa é a Vovó Natalina dando mama ao Antônio, criando vínculos e tendo um lindo momento com ele (observem o olhar e a mãozinha dele). Eu não tenho nenhuma foto com ele mamando na mamadeira (pois, mama mais no seio) por isso escolhi essa da vovó. Eu queria mostrar que o amor, a troca de vínculos e o carinho continua o mesmo. Se você não conseguiu amamentar, não fique triste, seu filho sentirá o mesmo amor por você. O que importa é tornar esse um momento especial!

 

Qualquer dúvida me escrevam que vou respondendo através de posts todas as perguntas de vocês!

 

Beijinhos!

 

3 comentários  •  8



3 Comentários em "Complementando a Amamentação"

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Suely
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Suely

Meu bebê está com baixo peso mais na consigo fazer ele pegar o complemento já tentei muitas mamadeira e leites ele n aceita

elisa
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elisa

amei o blog

Mikaele Alves de Lima
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Mikaele Alves de Lima

meu bebe vai fazer 0.5 meses dia 22/04/2017(hoje) e a mama não está sendo suficiente e acorda várias vezes a noite qual dica você mim daria ?

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