7 Motivos para não Julgar uma Mãe!

Quando estamos grávidas ou quando a gente nem sonha em ter filhos ainda, olhamos (de fora) para outras famílias, para aquelas típicas crises de birra no mercado, para aquelas crianças mexendo loucamente no celular, para aqueles bebês que dormem com os pais (eu já fiz isso!) e pensamos (com autoridade ainda) “Eu nunca vou fazer isso!” HA HA HA HA…

Depois que nos tornamos mães percebemos que o mundo não é tão “cor de rosa”, muito menos “tão azul” como a gente imaginava, aprendemos (depois de várioooos choques de realidade) que muitas situações não dependem de nós, muito menos da nossa vontade. Aprendemos que muitas vezes vale a pena deixar o bebê brincar (ou destruir) o nosso celular para poder ficar alguns minutos tranquila e com certeza descobrimos que dormir juntinho é a melhor coisa que Deus inventou.

Já passei por muitas situações como essas, já fui julgada pelo jeito que escolhi criar o meu filho (Criação com Apego), por compartilhar a cama com ele (e amar mais que tudo), por ser rígida em se tratando de alimentação e rotina (os outros julgamentos até entendo, mas cá entre nós, julgar uma mãe porque ela escolheu criar o seu filho de uma forma saudável, hã? Em que planeta estamos?).

Já fui julgada por sair com o Francisco e deixar ele assistir vídeos nos Ipad (quase sem volume para não atrapalhar) enquanto almoçávamos em algum restaurante (isso porque o casal não tinha filhos e sair para eles não era um evento ou melhor comem suas refeições quentinhas todos os dias e no horário correto).

Já fui julgada por escolher ficar em casa, sem sair muito nos primeiros meses do Francisco, enfim, já fui julgada por tantos motivos que hoje eu consigo ler a mente das pessoas quando elas desaprovam alguma atitude minha.

Sinceramente, eu não ligo para isso, eu rio sozinha ou com o meu marido da inocência de quem não tem filhos ou daquele casal fofo grávidos que nem sonham o que vem pela frente. Mas, eu sei que muitas mulheres sofrem com isso, sentem vontade gritar ao mundo, CHEGA! O FILHO É MEU, EU ESCOLHO!

E esse post é especialmente para elas e para todas as pessoas que sem querer acabam nos magoando, julgando ou apenas pensando coisas (malvadas) equivocadamente sobre nós  (que até mesmo a gente, mães pensa das outras as vezes)!

 

1- Você não sabe o que lhe espera:

Ser mãe e educar uma criança não é tão fácil como parece, ler um livro, ler teorias, traçar métodos de criação, ahh isso é fácil! Mas, nem tudo que idealizamos antes de ter filhos realmente condiz com a realidade, pois afinal, estamos lidando com um ser humano, cheio de vontades, traços de personalidade e desejos e não com um robô facilmente programado. Então, antes de criticar e sugerir coisas que você leu naquela revista infantil, pense um pouco se realmente o que você for falar vai ajudar (e se essa é a sua intenção). Às vezes mesmo a intenção sendo boa, certas “dicas” só fazem a gente se sentir mal. Toda mãe faz alguma coisa por um motivo, se você não concordar, pelo menos pergunte porque ela age daquela forma, talvez você se surpreenda com a resposta.

 

2- Não nascemos perfeitas:

Você já ouviu aquela frase: “Quando nasce um bebê, nasce uma mãe”? Pois bem, isso é a mais pura realidade! Não nascemos sabendo como trocar fraldas, como dar banho, como ensinar a dormir, como amamentar, tudo isso só aprendemos depois que o nosso bebê está em nossos braços, quando temos a oportunidade de praticar, de vivenciar aquela situação. E para o seu conhecimento, nós precisamos errar algumas vezes, precisamos de um certo tempo para conhecer o nosso filho e entender o que funciona melhor para ele. Nem sempre o que é bom para uma criança é bom para outra, são todas únicas e somente a mãe de cada uma sabe o que é melhor. Então, segure a sua ansiedade e permita que a gente possa aprender sozinhas. Quando a gente faz as coisas com amor, mesmo não sendo exatamente da forma considerada correta, vai funcionar! Fique calma (o), logo a gente aprende.

 

3-Não julgue uma situação sem saber o contexto:

Se eu pudesse exemplificar 100 situações pelas quais as pessoas vêem, analisam, com certeza não entendem e nos julgam eu faria, mas com uma delas apenas resumirei esse tópico:

“Ai, você esta em casa, acordou as 6:00 da manha (e foi dormir as 2:00, pois estava trabalhando ou organizando as coisas ainda), trocou o seu filho, fez o leite ou deu o peito para ele, brincou, saiu correndo 5 segundos para ir ao banheiro, voltou, caminhou, segurou ele pelos bracinhos para caminhar, sentou, brincou novamente, leu para ele e chegou a hora do lanche, fez uma salada de frutas gostosa (amassando 4 frutas uma por vez, porque não pode bater), deu para ele (com o braço dormente de tanto apertar aquele garfo), brincou mais um pouco, segurou ele de pezinho no sofá para estimular o processo de caminhar e finalmente o sono apareceu, fez ele dormir.

Voltou para a cozinha para preparar o almoço dele e da família e justamente naquele dia ele resolveu acordar antes da hora, chorão, com sono e você teve que terminar o almoço com o bebê (de 10kg) no colo. Depois de terminar, organizou a mesa para todos, deu o almoço com todo amor do mundo para o seu filho, mas como ele estava com sono ou mais grudado em você, pois estava passando por um pico de crescimento (mães vão entender perfeitamente isso) não quis comer muito.

Depois do almoço foram brincar mais um pouco, caminhar, ler, levantar, beijar, abraçar, morder o queixo, cantar, dançar brincar com os livros, ensinar a dar tchau (repetindo 40 vezes: faz tchau filhooo!) e ai novamente é a hora da comida (porque ele come de 2 em 2 horas), com o bebê no colo (e sua técnica ninja) preparou o leite pós-almoço, deu para o seu bebê (no silencio para não distrair), depois brincou (mais ainda), sentou e fez finalmente ele dormir novamente!

Saiu correndo como uma louca para terminar de almoçar (sim antes não teve como) e lavar a louça do almoço que ainda estava na pia, mas nos últimos copos seu filho resolveu acordar. Na chance de terminar a louça e passar um “paninho” correndo no chão você senta ele no tapete e liga a “galinha pintadinha” (nossa amiga!) deixando ele “sozinho” (sem tirar o olho dele um segundo) e ganhar uns minutos, nisso, toca a campainha, você claro com aquela cara linda (de quem não penteou nem os cabelos ainda) pensa: quem será? (nessas horas sempre chega alguém), mesmo não esperando ninguém (por isso gostamos de programar as visitas), você corre para atender a porta: É o carteiro! (com um olho ainda no bebê sentado no chão), convida-o com a maior educação que sua mãe lhe deu para entrar até que você assine a entrega e nisso ele olha para o seu filho naquela situação e pensa: “que mãe desnaturada deixa o filho jogado no chão o dia todo na frente da tv assistindo galinha pintadinha, aposto que é para ficar no facebook a tarde toda, como que pode, afinal ela SÓ faz isso da vida!”.

 

4- Amamos o nosso filho mais que tudo:

Por isso jamais faríamos algo que pudesse prejudicá-los: Não sairíamos no vento com eles se achássemos que ficariam doentes, não deixaríamos eles chorando, passando fome se aquele fosse realmente o choro de fome (as pessoas adoram falar que os nossos filhos estão com fome). Não sairíamos a noite sozinhos se eles não estivessem bem cuidados (e isso vale pra todas as outras saidinhas). Não deixaríamos passando frio se realmente estivessem sentindo isso. Não voltaríamos a trabalhar se não precisássemos. Amamentaríamos até os 2 anos se eles quisessem (ou tivéssemos essa possibilidade). Jamais daríamos fórmulas (leite em pó) se todas nós tivéssemos o leite que muitos imaginam. Jamais faríamos cesárias se não tivéssemos os nossos motivos, jamais teríamos filhos se não soubéssemos cuidar!

 

5- Trabalhamos muito mais do que você imagina:

Sendo em casa ou fora, não paramos um minuto para respirar e quando paramos precisamos ainda nos explicar. Você sabia (só por curiosidade) que as mães cansam?

Quando estamos em casa a nossa rotina é super pesada, diferente do que as pessoas pensam, as mães que ficam em casa com os bebês trabalham o dia todo sim, não ficam assistindo “sessão da tarde” enquanto o bebê fica brincando no chão ou dormindo (eu queria saber o que as pessoas pensam que um bebê faz o dia todo!).

Além de organizar a casa, passamos o dia fazendo comida para o bebê (a cada 2 ou 3 horas), lavando roupa, trocando fralda, brincando, estimulando, ensinando, a única coisa que a gente não faz é ficar parada.

A frase que mais me irrita (e deve irritar muitas outras mães) é: “ahhh mas você só fica em casa neh, não trabalha” o queeeeeeeeeeeee? Eu respiro e com os olhos cheios de fogo eu falo: “Sim, eu agora estou TRABALHANDO só em casa, cuidando do Francisco”.

Sem falar que hoje em dia as mães que optam por trabalhar em casa e criar os PRÓPRIOS filhos são muito discriminadas, por serem desocupadas, por serem mulheres dominadas pelo marido ou fracas, por serem coitadas dependentes, por serem mil coisas irreais. As pessoas não conseguem analisar que talvez a gente se preparou antes de engravidar para essa situação, ficar 1 ou 2 anos da vida cuidando exclusivamente do filho para depois retornar ao trabalho naturalmente. Novamente eu pergunto, em que mundo estamos que é errado ou vergonhoso ficar em casa para educar os NOSSOS filhos, quem no mundo pode educar melhor que uma mãe?

E as mães que saem para trabalhar fora? Desejando estar com o filho, com o coração rasgado por ter que deixá-lo chorando na escolinha e ir para o trabalho, passar o dia todo trabalhando, chegar em casa com saudade e o filho já estar dormindo? Ou chegar e ter que correr fazer a janta, banho, as roupas, a louça do meio dia e ainda ter que ouvir aquele comentáriozinho desnecessário: “fria, deixa os filhos jogado por ai, isso não é mãe” ou tem um pior: “colocou os filhos no mundo pros outros criar”, esse com certeza sobe fogo nos olhos também.

Enfim, mãe trabalha, alias, descobre o que é trabalhar mesmooo depois que os filhos nascem, mas eu duvido alguém mais feliz!

6- Cada família tem seu estilo:

Não importa o motivo, mesmo que eu não concorde com alguma atitude eu jamais julgaria outra família, outro estilo de vida, outra mãe depois que me tornei uma. Logo que o Francisco nasceu eu até sentia um aperto no peito se via certas situações, mas depois que ele começou a crescer eu me dei conta de que toda mãe tem um motivo para fazer o que e como faz.

Hoje eu percebo claramente o que funciona para a minha família muitas vezes não funciona para outra. Por exemplo: Eu e o papai, não gostamos muito de atividades ao ar livre, não gostamos de sair todos os dias, ou viver em contato com a natureza. Eu sou o ser humano mais alérgico que o sol já esquentou, se um pernilongo me olhar eu já estou inchada (fico com cicatriz e um mês com coceira), então, eu corro de lugares muito abertos, com muitas árvores, mesmo achando lindo, esses lugares acabam apenas me estressando (sou do tipo que fecha a casa as 18:00 e fica observando se entrou um pernilongo).  Francisco teimou em nascer igual a mim, como vamos viver em contato com a natureza sendo dessa forma?

É tão lindo aquele discurso: A criança precisa ser criada solta, na grama, nas árvores e eu ate concordo, a natureza é muito importante para as crianças, mas vamos parar e pensar que existem vários estilos de famílias. Aqui em casa será inevitável que o Francisco não veja eu e o Maci no computador, no tablet, no celular, nós trabalhamos com isso, vivemos e sustentamos ele com isso.

Ele terá e já tem contato direto, o obvio é que aprenda usar rapidamente esses aparelhos e goste como nós.

Como existem as famílias que vivem acampando, jogando futebol no final de semana, almoçando ao ar livre, o filho criado nessa família terá muito prazer em todas essas atividades e talvez para ele será horrível ficar em casa trancado jogando no computador.

Por isso eu digo, respeite o estilo de cada família, não queira que uma criança seja totalmente criada fora da realidade dos pais só porque você acha que a sua forma de pensar é melhor ou mais correta. Hoje em dia existem sempre dois lados, dois estudos, dois métodos. Cada um escolhe criar os seus filhos da forma que considera melhor e isso não deve ser questionado.

 

7- Somos nós que damos a vida:

Toda vez que você pensar em julgar uma mãe, lembre-se: Você também tem uma mãe e foi ela que te deu a vida, todo amor e carinho que conseguiu, se dedicou e fez o que estava ao seu alcance e sem duvidas ela te ama demais, será que existe mesmo motivo para julgar uma pessoa assim? Que só sabe amar, respeitar e viver pelos filhos? Você já parou para pensar que agente não faz nada além do melhor para eles?

Se não, agora chegou a hora de começar a “engolir” certos pitacos e começar a ver a mulher dedicada que existe além daquela mãe cheia de defeitos.

Está na hora de cada um prestar atenção no que acontece dentro da sua própria casa e parar de observar o que existe dentro da casa dos outros, o tempo passa, a vida segue e as pessoas cansam.

Então, comece a cuidar do seu próprio nariz e seja tão feliz assim como nós somos: Imperfeitas, mas, cheias de amor, de instinto, de poderes, de colinho, de carinho, de cuidado e mesmo vivendo cansadas, cheias de sono, sem tempo, somos as pessoas mais completas desse mundo, em vez de nos julgar, nos use como exemplo!

 

Mamães, liguem os seus “filtros”, aprendam a diferenciar o que é um comentário construtivo, daquele totalmente vazio ou maldoso e sejam muito felizes em suas escolhas!

 

Beijinhos!



6 Comentários em "7 Motivos para não Julgar uma Mãe!"

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Fernanda Picolotto
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Fernanda Picolotto

Ana, amei o post. Ficou maravilhoso, você disse tudo!! Parabéns você escreve muito bem e resume tudo que somos e fazemos pelos nossos pimpolhos!! Beijos.

karla
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karla

Muito boa Ana! Amei o texto. Beijo ♥

Jozy Gomes
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Jozy Gomes

Perfeito. Conheci Honda seu blogue. Estou encantada

Jozy Gomes
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Jozy Gomes

Conheci hoje

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