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	<title>Refluxo Tags - Sobre Maternidade</title>
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	<description>Experiências e Vivências de uma Mãe</description>
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	<title>Refluxo Tags - Sobre Maternidade</title>
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		<title>Refluxo no bebê: a experiência de uma mãe!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Colli]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 May 2016 21:34:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maternidade/Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Refluxo]]></category>
		<category><![CDATA[refluxo fisiológico]]></category>
		<category><![CDATA[Refluxo Gastroesofagico]]></category>
		<category><![CDATA[Refluxo no Bebe]]></category>
		<category><![CDATA[refluxo oculto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Olá pessoal! &#160; Depois que eu publiquei um desabafo no nosso instagram (@sobre_maternidade) e na nossa página do facebook sobre como estava sendo difícil lidar com as doenças e o refluxo do Francisco, muitas mamães me escreveram contando que também estão passando por isso e muitas pediram orientações. Já publicamos no blog um post técnico sobre ... <a title="Refluxo no bebê: a experiência de uma mãe!" class="read-more" href="https://www.sobrematernidade.com.br/refluxo-no-bebe-a-experiencia-de-uma-mae/" aria-label="Read more about Refluxo no bebê: a experiência de uma mãe!">Ler mais</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;">Olá pessoal!</h2>
<h4></h4>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Depois que eu publiquei um desabafo no nosso instagram (@sobre_maternidade) e na nossa <span style="color: #f4a6a3;"><a style="color: #f4a6a3;" href="https://www.facebook.com/blogsobrematernidade" target="_blank">página do facebook</a></span> sobre como estava sendo difícil lidar com as doenças e o refluxo do Francisco, muitas mamães me escreveram contando que também estão passando por isso e muitas pediram orientações. Já publicamos no blog um post técnico sobre o assunto (<span style="color: #f4a6a3;"><a style="color: #f4a6a3;" href="https://www.sobrematernidade.com.br/doenca-do-refluxo-gastroesofagico/" target="_blank">clique aqui</a> </span>para ler) e hoje resolvi relatar apenas o que vivemos e aprendemos ao longo desses 21 meses com o Francisco, pois acredito que pode ajudar outras mamães e papais que estão passando pela mesma situação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: justify;">O que é refluxo e quando não é considerado normal?</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Como a maioria das mamães já sabem refluxo é algo normal (é chamado de refluxo fisiológico) e acontece com mais de 50% dos bebês. Eles regurgitam o leite em excesso logo após as mamadas (não expressam dor) e isso ocorre, pois o aparelho gástrico dos bebês ainda não está totalmente formado. O esfincter (válvula que existe entre o estômago e o esôfago) ainda está em formação, é como se estivesse frouxo e não consegue se fechar completamente quando o líquido/leite passa por ele fazendo com que retorne. Com a maturidade, conforme o bebê vai conseguindo firmar a cabeça e ficar sentadinho essa situação começa a melhorar (entre 6 a 12 meses).</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui em casa o Francisco desde que nasceu não vomitava muito, isso não era comum acontecer. Nunca percebemos incômodos em relação à regurgitação, por isso no início ficou mais difícil identificar o refluxo nele.</p>
<p style="text-align: justify;">Doença do refluxo, então, é quando o refluxo fisiológico torna-se patológico, ou seja, quando ocorre em grande quantidade (até um certo tempo depois da mamada), com frequência, causando baixo peso ou muitas dores e desconfortos para o bebê (pois junto a esse leite volta também o suco gástrico ácido do estomago).</p>
<p style="text-align: justify;">A doença apresenta-se de duas formas: <strong>refluxo tradicional:</strong> onde o bebê regurgita/vomita muito chegando a perder peso e o <strong>refluxo oculto:</strong> que é mais difícil de identificar, pois o bebê não chega a vomitar, mas o líquido (conteúdo gástrico) permanece circulando do estomago para o esôfago e isso gera dor, queimação, azia. O maior problema do refluxo oculto é justamente o fato dele não ser eliminado, então, ele volta até o esôfago e retorna para o estomago diversas vezes causando mais danos (queimando na subida e na descida).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Como identificamos o refluxo no Francisco se ele não regurgitava/vomitava?</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Francisco estava quase completando 1 mês começou a agir de forma estranha na hora de mamar, ele começou a chorar em todas as mamadas e jogar a cabeça para traz muito irritado e logo começou a recusar o leite (mamava no seio). Eu também ouvia barulhos de líquido em sua garganta e a noite ele começou a acordar chorando desesperado diversas vezes. No início chegamos a pensar que fossem apenas cólicas intensas e eu cheguei a mudar toda a minha alimentação, não comia nada que poderia causar cólicas (e passar para o leite). Também, os remédios tradicionais para cólica e massagens não ajudavam em nada. Resolvemos pesquisar e lendo vários depoimentos de outras mamães percebemos que isso não acontecia apenas com a gente e a situação não era normal, procuramos nossa pediatra (<span style="color: #f4a6a3;"><a style="color: #f4a6a3;" href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100010341793893&amp;fref=ts" target="_blank">Dra. Lilian Silva</a>)</span> de confiança.</p>
<p style="text-align: justify;">Na consulta ela identificou que ele estava com refluxo oculto. Iniciamos a medicação (no nosso caso usávamos Motilium [domperidora] e Label [Ranitidina], mas jamais utilize esses medicamentos sem prescrição ou indicação médica, cada caso é um caso) e eles demoraram uns 20 dias para começar a fazer efeito.  <strong>Adotamos outras medidas seguindo as orientações da nossa pediatra:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li style="text-align: justify;">Iniciamos sessões de osteopatia com um fisioterapeuta especializado (Dr. Paulo, <span style="color: #f4a6a3;"><a style="color: #f4a6a3;" href="https://www.facebook.com/pauloandre.dossantos.7?fref=ts" target="_blank">clique aqui</a></span> para conhecer) e foi muito bom;</li>
<li>Elevamos o berço da cama (45º): o nosso berço oferece essa opção, é antirefluxo – esse modelo <span style="color: #f4a6a3;">,</span> mas se o seu modelo não for, a dica é colocar livros para elevar o berço ou existe a opção de colchões e travesseiros antirefluxo disponíveis no mercado para vender. Como esses:</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-7279 size-full" title="Refluxo" src="https://www.sobrematernidade.com.br/wp-content/uploads/2016/05/IMG_4393.jpg" alt="Refluxo" width="682" height="512" /></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Começamos a manter o Francisco em pezinho depois das mamadas e só colocar na cama depois de meia hora;</li>
<li>Diminuir a quantidade de leite por mamada e oferecer com maior frequência;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">*Consultamos uma gastropediatra por indicação de amigos e ela manteve as mesmas medicações e indicações. Outro detalhe: permanecemos oferecendo leite materno até o Francisco aceitar e apenas depois disso quando ele não quis mais (aos quase 6 meses) começou a tomar fórmula infantil (na época Similac I).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Com o tempo e medicações Francisco melhorou, mas a cada 3 meses (as vezes menos e as vezes mais) iniciavam as crises de refluxo (mesmo ele crescendo o problema não diminuía): líquido na garganta que o afogava dormindo provocando tosse e azia, fazendo com que ele acordasse diversas vezes a noite chorando (e como a maioria de vocês sabem ele dorme 12 horas seguidas desde o 4º mês). <span style="line-height: 1.5;">Ouvido (pela pressão que o líquido que volta exerce sobre o canal auditivo) e garganta (pois, o líquido ácido com o tempo irrita e machuca o </span>esôfago<span style="line-height: 1.5;"> e a garganta) infamados.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Voltamos a fazer diversas vezes o tratamento (durante 1 mês geralmente) e o maior tempo que o Francisco aguentou ficar sem medicação foi 4 ou 5 meses. Depois que ele começou a ir para a escola e ficar doentinho mais vezes as crises pioraram intensamente, pois as medicações provocavam ainda mais a acidez do estômago. Francisco começou a tomar novas medicações (omeprazol/losec por tempo limitado e bromoprida), pois o uso prolongado da domperidona pode causar cólicas e desconfortos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo do tempo confesso que muitas vezes eu não levei o refluxo tão a sério, sempre imaginando que quando começasse a crescer iria melhorar e até muitas vezes parei a medicação antes do tempo. Hoje (21 meses), chegamos a um ponto onde Francisco desenvolveu uma broncopneumonia por causa do refluxo (pois, o líquido que volta do estomago foi para o lugar errado), muita tosse a noite (às vezes até vomitar), o seu ouvido se mantem sempre com o canal avermelhado, às vezes inflamado (na primeira vez nós tratamos com medicamentos, mas logo a pediatra percebeu que isso era causado pelo refluxo e era uma situação constante, não tratamos mais). A pediatra nos alertou que isso é muito perigoso, pois de alguma forma pode prejudicar a audição do Francisco (e só saberemos se prejudicou quando ele conseguir fazer um exame de audiometria). Também, o seu peso começou a sofrer alterações (mesmo ele comendo muito bem).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Iniciamos um novo tratamento medicamentoso (que será constante a partir de agora, pois o Francisco não está conseguindo ficar sem) e novas medidas:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Francisco não toma mais leite antes de dormir apenas janta 2 horas antes: e isso já mudou muito. Ele não acorda mais a noite e a tosse noturna acabou (às vezes sente cede e oferecemos água);</li>
<li>Não toma muitos/ou nada de sucos, leite, chás, apenas água durante a tarde e a noite;</li>
<li>Iniciamos o leite/fórmula AR (para refluxo): já havíamos tentando no passado, mas o Francisco não aceitou muito bem e paramos (tinha aumento dos gases e constipação), mas hoje como a situação mudou ele está se adaptando (e nós também, pois queríamos manter o leite que tomava até os 2 anos);</li>
<li>Evitamos qualquer alimento que provoque o refluxo (tomate, chocolate-já não comia-, conservantes, etc.)</li>
<li>Voltaremos a fazer osteopatia para tentar diminuir as doses de remédio para refluxo;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">*Todas essas medidas foram orientadas pela médica que já o conhece. Lembre-se que as crianças são diferentes, então, antes de qualquer mudança converse com o profissional que já conhece o seu filho e você confia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nesse caminho também fizemos:</strong> exame de intolerância à lactose (um teste genético feito a partir da saliva) e o resultado deu negativo. E diversos exames de alergia (que são considerados inconclusivos até os 2 anos e meio) para tentar encontrar outra causa para o refluxo. Uma das alergistas que consultamos (pois, Francisco já teve algumas crises alérgicas, mas isso é outro assunto) nos disse que crianças alérgicas podem desenvolver refluxo com maior frequência. Acreditamos que pode ser genético, pois eu, minha mãe, meu pai, meu irmão mais velho (que mesmo aos 30 anos toma remédios todos os dias para conter o refluxo e assim que possível fará um cirurgia) e o meu irmão mais novo temos. Enfim, não existe uma explicação, uma causa, muitas vezes é uma união de pequenos detalhes, mas quando patológico é preciso tratamento e atenção.</p>
<p style="text-align: justify;">O refluxo é muito inconveniente, é chato (desculpe a palavra) e hoje percebemos que a maioria das coisas que o Francisco já teve relacionado a doenças foi por causa dele. O que eu indico é buscar um bom profissional (confiar nele), bem orientado e seguir todas as medidas indicadas para conter os sintomas e incômodos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: justify;">O que mais aprendemos:</h4>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Que nosso filho e nós somos capazes de nos adaptar a qualquer nova situação se desejarmos (não existe aquela frase: “meu filho não consegue dormir sem leite ou meu filho não se adapta”, quando é questão de saúde conseguimos qualquer coisa);</li>
<li>Que é muito importante consultar sempre o mesmo pediatra (busque um em que você confia e não fique trocando ou buscando outras opiniões), pois tem coisas que apenas o tempo e conhecendo a criança os profissionais são capazes de perceber e assim poder ajudar (é obvio que quando forem assuntos específicos e que necessitam de determinada atenção busque e consulte especialistas da área necessária);</li>
<li>Que é importante/interessante seguir a tabela de peso que indica na carteirinha do bebê, pois dessa forma é possível perceber muitas coisas importantes sobre nossos filhos (e consultar todos os meses o pediatra até o bebê completar 10 meses, depois uma consulta aos 12 meses -que serão indicados exames de sangue- e depois apenas quando necessário).</li>
<li>Não importa o que as pessoas lhe dizem <strong>VOCÊ CONHECE O SEU FILHO MAIS DO QUE NINGUÉM</strong>, você sabe quando algo estranho está acontecendo. Confie em você e no seu coração de mãe/pai!</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O post ficou grande, mas procurei contar todos os detalhes dessa nossa experiência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Observação:</strong> Citei o nome de algumas medicações apenas para contar a nossa experiencia com as mesmas, mas é importante deixar claro que eu não estou indicando o uso e jamais faria isso, pois apenas o médico que conhece o seu filho (e estudou para isso) sabe o que é melhor e mais indicado para ele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Se ficar alguma dúvida deixe aqui nos comentários que responderei com o maior carinho (e não se esqueça de conferir minha resposta depois!).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: justify;">Beijinhos!</h2>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Primeiro Mês de um Bebê e o Outro Lado da Vida!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Colli]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2015 02:19:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos de Mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento e Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade/Filhos]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O primeiro mês de um bebê, acredito que não apenas para mim, e sim para todas as mamães (principalmente as de primeira viagem) é um mês um pouco assustador (tensooo). São milhões de mudanças, na rotina, no sono (principalmente), na alimentação, enfim, em tudo! É como se fosse o “outro lado da vida”, sem filhos X com filhos. Por mais que nos preparamos na gestação, lendo, estudando, ouvindo outras mamães, só quando a gente chega em casa do hospital é que sentimos como as coisas realmente são.</p>
<p style="text-align: justify;">É um mês onde sentimos todos os tipos de insegurança (e isso é para a mãe e para o pai). Sentimos medo de tocar, derrubar, machucar o bebê. Medo de dar banho, de cuidar do umbigo, de vestir, de colocar muita ou pouca roupa (acreditem, eu perguntei para a pediatra quantas roupas ele precisava vestir). Medo de amamentar, de não estar fazendo a coisa certa, enfim são muitooos medos e isso é absolutamente normal, pois nunca fizemos isso antes. Mesmo já tendo cuidado, criado “o filho dos outros”, quando é nosso, quando a responsabilidade é nossa, é beeem diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra experiência interessante sobre o qual já havia lido vários relatos durante a gravidez sobre esse “outro lado” é o primeiro momento com o bebê, quando conhecemos nosso filho. Quando ficamos sozinhos com ele pela primeira vez. A sensação diferente e o primeiro estranhamento. Vou tentar descrever através da minha experiência:</p>
<p style="text-align: justify;">Como meu parto foi Cesária (relatarei em breve), demorei uma hora (ô angustia!!!) na sala de recuperação para ir para o quarto conhecer o meu bebê (estava ainda assustada com a correria que foi o meu parto, com medo das reações chatas da anestesia, ansiosa para conhecer o meu Francisco, bom, um misto de sentimentos).</p>
<p style="text-align: justify;">Quando cheguei no quarto, o meu marido estava trazendo nosso filho (ficou com ele desde que nasceu, Francisco não ficou sozinho um minuto – foi o meu maior desejo durante a gravidez). Quando me mostrou ele e o colocou deitado ao meu lado, fiquei “boba”! Admirando ele, como ele era lindo, perfeito e como ele havia saído de dentro de mim??? Daquele tamanho??? Senti exatamente aquela sensação estranha que as mães relatam. Olhava para ele e era difícil de entender tudo que estava acontecendo. Uma loucura! Em horas era uma barriga e agora um bebê!</p>
<p style="text-align: justify;">Essa sensação foi diminuindo conforme o passar dos dias, conforme fui convivendo e conhecendo meu filho. Afinal, a relação (fora da barriga) mãe e filho vai se criando conforme ambos convivem um com o outro. Passamos 9 meses loucamente apaixonadas pela nossa barriga, quando eles nascem, conhecemos outro amor, outra paixão. É como se fosse “mais real”, pois sentimos, tocamos, é diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o bebê precisa de um tempo para se adaptar a esse mundo, nós mamães também precisamos de um tempo para entender, se adaptar a toda essa loucura e mudança que ocorre em nossas vidas. Não somos programadas para entender em minutos o que está acontecendo.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro mês de um bebê, “esse outro lado” foi o mais marcante da minha vida. Foi o mês mais corrido, mais sofrido (sim, vamos ser sinceras, nem tudo são flores!), mais desgastante, o período que mais passei sono em toda minha vida (quando te dizem na gravidez, “aproveita pra dormir agora vizinha”, APROVEITE, é um bom conselho!). O mês que mais me apavorei e senti medo. Mas, também o inicio dos dias mais felizes da minha vida, desde então, sorrio, choro de felicidade, amo com mais força e vivo com mais intensidade. Todo sofrimento, dedicação e sacrifício valem totalmente a pena. Acredite, a recompensa é diária!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>O Primeiro Mês de um Bebê e o primeiro mês do Francisco&#8230;</h4>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_2994" aria-describedby="caption-attachment-2994" style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sobrematernidade.com.br/wp-content/uploads/2015/01/1-diac-e1429853053856.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2994 size-large" title="O Primeiro Mês de um Bebê" src="https://www.sobrematernidade.com.br/wp-content/uploads/2015/01/1-diac-e1429853053856-839x1024.jpg" alt="O Primeiro Mês de um Bebê" width="618" height="754" srcset="https://www.sobrematernidade.com.br/wp-content/uploads/2015/01/1-diac-e1429853053856-839x1024.jpg 839w, https://www.sobrematernidade.com.br/wp-content/uploads/2015/01/1-diac-e1429853053856-246x300.jpg 246w, https://www.sobrematernidade.com.br/wp-content/uploads/2015/01/1-diac-e1429853053856-768x937.jpg 768w, https://www.sobrematernidade.com.br/wp-content/uploads/2015/01/1-diac-e1429853053856.jpg 682w" sizes="(max-width: 618px) 100vw, 618px" /></a><figcaption id="caption-attachment-2994" class="wp-caption-text">O Primeiro Mês de um Bebê. Os primeiros minutos do Francisco.</figcaption></figure>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Antes de mais nada… Resolvi criar esses posts sobre todos os meses do Francisco, pois logo que ele nasceu (em meio a minha insegurança), pesquisava muito os relatos das outras mamães sobre o desenvolvimento dos seus filhos, para entender mais sobre o desenvolvimento do meu. Para mim, a experiência real foi mais interessante e mais calmante do que as dos livros ou sites específicos que eu li. Também para registar o desenvolvimento do meu filho e guardar todas essas lembranças especiais de cada fase.</p>
<p style="text-align: justify;">-Francisco nasceu de 39 semanas, pesando 3.240 kg, com 50 cm, no dia 05 de agosto de 2014 (um dia antes do meu aniversário, olha que presente!). Nasceu as 8h15 min de parto cesárea. Chorou muito alto (para alegria e emoção da mamãe e do papai) e já nasceu com fome.</p>
<p style="text-align: justify;">-Francisco mama muito bem, mas em 10, 20 minutos já está satisfeito (preguiçoso huhuhu). A noite não dorme mais que 3 horas seguidas, pois a mãe “louca” o acordava para mamar de hora em hora. Dica: A noite (durante o dia é diferente) só faça isso se realmente precisar, se a pediatra solicitar ou se o bebê for prematuro. Se o seu filho for saudável e está se desenvolvendo bem deixe ele dormir, mais tarde ele vai aprender a acordar a cada pouco para mamar a noite e vai ser mais difícil acostumá-lo sem mamar  na madrugada.</p>
<p style="text-align: justify;">-Francisco é um bebê calmo, não chora muito, apenas quando está com fome, sono ou alguma dor, para fralda suja ele não chora (não o deixo muito tempo com a mesma fralda, troco com frequência).  É muito querido e ao mesmo tempo exigente, quando “bate” a fome tem que correr hehehe.</p>
<p style="text-align: justify;">-Francisco teve<em> </em><em>icterícia</em> (para saber mais clique <a title="Icterícia" href="http://brasil.babycenter.com/a1500157/icter%C3%ADcia" target="_blank"><em>aqui</em></a>) descobrimos na consulta com a pediatra na primeira semana de vida (considero essa consulta muito importante). Devido as suspeitas da médica, precisou fazer exame de sangue com 7 dias (chorei por dentro) para verificar o nível de bilirrubina (estava em 12). Com sorte não precisou voltar para o hospital (a medica nos avisou que acima de 15 voltaria), pois “tomou” “banhos de sol”, todos os dias de manha e de tarde e o nível baixou consideravelmente.</p>
<p style="text-align: justify;">-As roupas quase não servem mais, mas apesar do que dizem, estou usando bastante RN. Nessa fase o bebê suja muitaaas roupas e no meu caso ter algumas a mais está facilitando, pois é inverno, nem sempre seca (muitas vezes tive que secar as roupas na máquina, o que não gosto de fazer, pois estraga as mais delicadas).</p>
<p style="text-align: justify;">-Francisco já passeou na casa da vovó Rosi e claro no pediatra, também já foi conhecer as meninas queridas da farmácia onde compramos suas coisinhas. Optamos por seguir algumas recomendações e esperar um período maior para sair com ele em lugares públicos, com muito movimento ou barulho.</p>
<p style="text-align: justify;">-O umbigo era uma das coisas que mais me preocupava, “morria” de medo e para a felicidade geral da nação com 12 dias caiu, que felicidade! Tudo ficou melhor sem ele hehehe…</p>
<p style="text-align: justify;">-Depois de algumas semanas, quase completando 1 mês, Francisco começou a chorar e torcer a cabeça para trás durante a amamentação, o que me preocupou bastante, pois eu sentia que ele estava desconfortável, sentia que alguma coisa estava diferente. Então, levamos ao pediatra e descobrimos que ele tem refluxo (gastresofágico) oculto (mais informações clique <strong><em><a href="https://www.sobrematernidade.com.br/doenca-do-refluxo-gastroesofagico/" target="_blank">aqui</a></em></strong>).</p>
<p style="text-align: justify;">-Francisco teve cólicas leves a moderadas que incomodavam mais a noite ou no final do dia. Teve apenas uma crise forte, chorou das 23:00 até as 3:00 da manha, foi terrível, não sabíamos o que fazer, como fazer. Buscamos informações nos livros, na internet e a única coisa que funcionou e acalmou foi ficar abraçadinho com ele, encostando o rostinho dele no meu, até passar, até ele dormir.</p>
<p style="text-align: justify;">-Estou cuidando muito a minha alimentação, pois dependendo do que eu como causa cólicas no Francisco, então introduzo um alimento diferente por dia para saber o que lhe causa cólicas e o que não causa. No momento os piores inimigos dele são: leite e derivados, sucos de caixinha, chocolate, frutas mais cítricas, tomate (a primeira vez que fugi da dieta comendo cachorro quente, Francisco teve cólicas fortes e uma assadura muitooo &#8220;violenta&#8221;) e qualquer alimento muito gorduroso.</p>
<p style="text-align: justify;">-A amamentação está sendo difícil para mim, pois sinto fortes dores, mas para o Francisco está ótima, tenho muito leite e ele muita fome, perfeito!</p>
<p style="text-align: justify;">-Sinto vários medos bobos, várias inseguranças, ainda estou um pouco perdida, mas agora no final desse mês posso dizer que já percebo uma grande evolução em mim, do dia que o Francisco nasceu para hoje, nossa! Sou outra pessoa! Cada dia que passa ele muda e eu também.</p>
<p style="text-align: justify;">-Minha mãe esteve comigo quase o mês todo, foi para sua casa (em outra cidade), apenas nos finais de semana e isso com certeza têm feito toda a diferença. Sinto-me muito segura com a sua presença, sem falar no carinho gostoso de mãe que recebo (huhuhu). Ela também nos ajuda com as tarefas da casa, almoço, janta e nos cuidados com o Francisco. É muito bom ter uma companhia tão especial e ter com quem dividir as tardes, as angustias. Enfim, (se existe a possibilidade) acho muito interessante ter alguém para ajudar no primeiro mês, para mim foi essencial.</p>
<p style="text-align: justify;">-Minha sogra também esteve presente, nos ajudou durante os finais de semana e durante a semana muitas vezes. Preparou vários cardápios e algumas vezes cuidou do Francisco a noite toda sozinha (mamãe acordava apenas para dar mama), nos permitindo uma noite mais tranquila de sono, foi renovador!</p>
<p style="text-align: justify;">-Francisco dorme em seu quarto desde o primeiro dia em casa, somos nós que nos movemos até ele (eu, meu marido, minha mãe e muitas vezes minha sogra dividimos os turnos, os cuidados). Optamos por deixa-lo em sua cama  para ele acostumar com mais facilidade a dormir sozinho.</p>
<p style="text-align: justify;">-Já iniciei um ritual de sono em sua rotina, mais tarde relatarei tudo sobre isso.</p>
<p style="text-align: justify;">-Francisco desde que nasceu só nos encanta, é forte, ativo, lindo, saudável, esfomeado, extremamente cheiroso, dorme pouco durante o dia e é muito curioso.</p>
<p style="text-align: justify;">-Estou descobrindo que ser mãe de menino é muito divertido e “perigoso”, eles esperam para fazer xixi quando a gente abre a fralda hehehe… Banhos e mais banhos!</p>
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<p style="text-align: justify;"><strong>Resumindo:</strong> O primeiro mês foi corrido, trabalhoso, sonolento, divertido, muito feliz e apaixonante, conheci um amor diferente, mais forte que tudo. Francisco é perfeito e me sinto realizada!</p>
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<h5 style="text-align: justify;"><strong>Beijinhos!</strong></h5>
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