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	<title>Não Julgue Tags - Sobre Maternidade</title>
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	<description>Experiências e Vivências de uma Mãe</description>
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	<title>Não Julgue Tags - Sobre Maternidade</title>
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		<title>Pitacos, comparações e julgamentos: será que precisamos disso?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Colli]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Dec 2015 18:09:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maternidade/Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida de Mãe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Olá mamães! Há algum tempo eu quero escrever esse post, mas demorei um pouco para conseguir formular algumas ideias (mesmo parecendo um assunto “simples”), pois eu não me sentia pronta para escrever sobre algo que me incomodava, mas ao mesmo tempo de alguma forma eu também fazia. Eu sou muito sincera, cautelosa e odeio hipocrisia, ... <a title="Pitacos, comparações e julgamentos: será que precisamos disso?" class="read-more" href="https://www.sobrematernidade.com.br/pitacos-comparacoes-e-julgamentos-sera-que-precisamos-disso/" aria-label="Read more about Pitacos, comparações e julgamentos: será que precisamos disso?">Ler mais</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1>Olá mamães!</h1>
<p>Há algum tempo eu quero escrever esse post, mas demorei um pouco para conseguir formular algumas ideias (mesmo parecendo um assunto “simples”), pois eu não me sentia pronta para escrever sobre algo que me incomodava, mas ao mesmo tempo de alguma forma eu também fazia. Eu sou muito sincera, cautelosa e odeio hipocrisia, jamais falaria algo sem antes praticar ou seguir. Hoje, eu cuido até os meus pensamentos para não julgar qualquer pessoa sem antes conhecer a sua história (e mesmo conhecendo evito julgar, pois cada um sabe o que é melhor pra si). E claro, só dou dicas ou conselhos se me pedem.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser julgada é algo corriqueiro na maternidade e é incrível como as pessoas fazem isso com facilidade (muitas pessoas chegam a ser maldosas, por falta de informação ou maldade mesmo hehe&#8230;). É como se a maternidade despertasse o lado mais crítico de algumas pessoas ou se tornasse algum tipo de competição para descobrir quem é a melhor mãe (bobagem!).</p>
<p style="text-align: justify;">Vou ser mais clara&#8230; Depois que a gente se torna mãe passamos a perceber como a criação dos nossos filhos se torna interessante para as outras pessoas (tias, primas, amigas, a vizinha, a mulher do mercado, a amiga da amiga, o padeiro, pessoas que nunca nos viram, etc.) e sempre tem um serzinho desagradável pronto para nos repreender por sermos: mães de primeira viagem (e estarmos fazendo algo diferente e errado), mães com pouca idade (irresponsáveis ou incapazes) ou mães com mais idade (sem disposição), por termos uma visão mais aberta (por querermos ser muito moderninhas com algo tão simples, criar filhos!) ou mais fechada (por termos conceitos antigos e errôneos), novos conceitos (“criando moda”), etc. E na visão dessas pessoas somos incapazes de criar os NOSSOS filhos ao NOSSO modo, é preciso nos ensinar (“pitaquear”) como fazer, pois afinal, todo mundo deve ser igual e fazer tudo igual!</p>
<p style="text-align: justify;">E quando isso acontece (alguém nos da uma “dica amiga”) nos sentimos a pior mãe do mundo, como se estivéssemos fazendo tudo errado, como se não fossemos a mãe que o nosso filho/filha merece. É um sentimento imediato e inconsciente, ele surge, nos faz mal e depois de muito pensar (comparar o nosso filho com outros e reviver cada atitude nossa) ele vai embora.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem (poucas) pessoas que realmente estão preocupadas com o nosso bem e querem nos ajudar (e é preciso saber reconhecê-las em meio à multidão pitaqueira), mas existem muitas outras (inclusive outras mamães) que apenas querem impor a sua visão de mundo, educação, o seu jeito e nos provar que estão certas. Elas tentam nos convencer de que a forma que elas CRIAM OU CRIARAM os SEUS filhos é o “correto” e devemos fazer igual com os NOSSOS filhos (novamente: como se fosse uma competição!).</p>
<p style="text-align: justify;">Eu já dei pitacos, já tentei impor a minha visão e hoje com mais experiência eu percebi que eu não sei absolutamente nada sobre o “filho dos outros”, pois é impossível saber o que se passa dentro de uma família, da casa, da vida alheia sem conhecer ou viver a situação. E na maternidade sempre existem dois lados e milhões de “fórmulas mágicas” para criar filhos, cada mãe/casal escolhe uma forma de acordo com o que acredita e vive. <strong>E no final a única coisa que importa é criar os filhos com muito amor, educação, carinho, respeito e atenção,</strong> os demais cuidados são consequência de tudo isso.</p>
<p style="text-align: justify;">É impossível querer que todas as crianças do mundo “funcionem” da mesma forma se <strong>TODAS SÃO DIFERENTES.</strong> Nem dois irmãos  são iguais, imaginem outras crianças sem relação. MUNDO, mais uma vez: os bebês não são sistemas pré-programados e <strong>É MUITA FALTA DE RESPEITO TRATÁ-LOS ASSIM.</strong> As crianças merecem respeito desde o dia que nascem, elas merecem ser tratadas como seres de direito, pois é isso que são.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada criança tem suas particularidades, traços de personalidade, temperamentos diferentes, algumas são mais sensíveis, outras mais fortes, outras mais tímidas e outras mais extrovertidas. Algumas falam antes, outras depois, algumas caminham com 11 meses e outras com 18. Algumas dormem mais e outras menos, algumas comem mais e outras menos. Algumas engatinham, outras não. Algumas são loiras, outras ruivas, castanhas e outras morenas. Algumas são maiores e outras menores (e igualmente saudáveis). Algumas choram mais, outras menos, algumas são mais carentes e outras mais independentes. P<strong>recisamos lembrar que cada criança foi criada sob influencias  e estímulos diferentes, então, obviamente o seu desenvolvimento será diferente!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resumindo: NÃO FAÇA COMPARAÇÕES<em>,</em></strong> pois não existem seres humanos iguais, não existe “criança modelo”.<br />
<strong>Observação:</strong> se algum dia você ficar em dúvida sobre o comportamento/desenvolvimento do seu filho busque ajuda e auxilio de bons profissionais e não do <em>Dr. Google</em> (ele pode até te ajudar, mas ao mesmo tempo apenas te deixar aflita, preocupada e cheia de “minhocas na cabeça”, vai por mim!).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Eu fico indignada com a falta de sensibilidade que algumas pessoas têm</strong>, eu acho um absurdo o que muitas pessoas dizem (ou escrevem em comentários de publicações) para outras mães: “Você não pode dormir com o seu filho, pois vai deixá-lo dependente”, “Você não deve dar colo, porque estraga”, “sua filha é muito mimada” (porque ela não quer comer algo que realmente não gosta e nunca gostou), “se você continuar dando tanta atenção vai tornar o seu filho um tirano (oi?)”, “se você não voltar a trabalhar fora o seu filho vai achar que a vida é fácil (claro! com certeza não fizemos nada o dia todo em casa, só assistimos filme e comemos pipoca -#bomseria-!), “se você for trabalhar fora o seu filho vai se sentir abandonado” (e você não deve sustentar a sua família, passe fome!). “Ele faz birra porque você não da palmadas” (NUNCA FAÇAM ISSO com a intenção de educar, faça somente se você quiser machucar ou incitar a violência ), “você deve seguir sempre a dica dos mais velhos, pois temos mais experiência” (mais colesterol, mais diabetes, -brincadeira-). “Mãe que faz cesárea não ama ou é egoísta” e “mãe que não amamentou não é mãe”.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, eu poderia ficar dias escrevendo milhares de bobagens que ouvimos por ai, mas a minha intenção é apenas demonstrar que todas nós mamães estamos “nesse mesmo barco”, sendo alvos (sem nos vitimizar) dos olhares e pensamentos alheios. E como isso nos magoa, nos irrita, nos faz mal, pois acabamos questionando a mãe que nos tornamos, nossas atitudes, nossa dedicação e isso é muito triste.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não estou falando que ninguém deve nos falar nada (não levem tudo ao “pé da letra”, por favor!) ou desmerecendo quem realmente quer ajudar ou ainda falando que somos perfeitas e inabaláveis. Eu estou falando que muitos comentários desnecessários de pessoas que não estão realmente preocupadas com o nosso bem magoam, machucam e com certeza só nos atrapalham.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu estou falando coisas que percebi ao longo do tempo. Coisas que escuto por ai, coisas que muitas mães me dizem quando me escrevem, quando desabafam muito tristes, quando duvidam delas mesmas, quando buscam carinho e uma palavra amiga e também quando recebo certos olhares (piores que algumas palavras).</p>
<p style="text-align: justify;">Eu estou falando sobre a mãe que nós somos. A mãe que enfrentaria um leão pelo filho, a mãe que doaria a sua vida se necessário, aliás, a mãe que doa a sua vida (e suas vontades) pelo filho. A mãe que abdica do seu tempo, do seu sono, da sua refeição quentinha, dos seus momentos particulares, dos seus <em>Hobbies</em>, da sua adolescência ou maturidade, do seu trabalho, do seu relacionamento, das suas compras, dos seus espelhos, da mãe cheia de marcas (físicas e emocionais), da mãe magra ou da mãe gordinha. Eu estou falando da mãe que ama de verdade, da mãe que se esforça ao máximo para ser uma boa mãe. Daquela mãe que se preocupa, chora durante as doenças, que deseja trocar de lugar com o filho perante qualquer dor. <strong>Eu estou falando simplesmente de todas nós, mães de verdade, mães reais!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu quero que todas vocês saibam que nós não merecemos muito do que ouvimos e devemos aprender a filtrar o que realmente tem fundamento do que não tem. Não devemos aceitar os pitacos/comentários maldosos, devemos ignorar (não vale a pena responder), pois nós mães sabemos o que é melhor para os nossos filhos. Dentro de nós existe uma voz que nos diz à forma que devemos agir e <strong>precisamos confiar mais na mãe que somos e nas decisões que tomamos.</strong> Com certeza nossos filhos sentirão essa confiança e consequentemente se sentirão mais seguros e tranquilos também. Isso só fará bem a toda família!</p>
<p style="text-align: justify;">Então, a todas as pessoas, inclusive outras mães (que muitas vezes são as mais cruéis) eu lhes peço: pense duas vezes antes de julgar alguém, fazer comparações ou impor a sua visão “correta” do mundo. Deixe de ser tão maldosa (o), invejosa (o) e cruel, cuide da sua vida, dos seus filhos, da sua casa, “do seu espelho” e da sua família que nós cuidamos da nossa (com certeza o mundo seria um lugar melhor se as pessoas fossem mais empáticas e prestassem menos atenção no problema/vida dos outros – e fossem lavar uma pia de louça suja ao invés de falar mal de alguém).<br />
<strong>E não esqueça que: criar um filho todo mundo cria, agora educar um filho e suprir emocionalmente tudo que ele precisa, “meu bem”! Não é para qualquer um!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se o que você for falar realmente acrescenta, fale com jeito, com o coração, pois as palavras cortam, elas doem, elas deixem marcas e a gente tem o costume de não esquecer quando o assunto é nossos filhos. Enfim, não de pitados desnecessários, pois tudo que nós fazemos é pensando no bem e por amor aos nossos filhos. Se a gente faz algo errado, saiba: é normal, ninguém acerta na primeira vez, ninguém nasce sabendo tudo, ninguém é perfeito! Permita que a gente aprenda, com calma e paciência isso irá acontecer. O que toda mãe deseja é apenas ser “a melhor mãe do mundo” e não o oposto. <strong>E falando nisso, não existem pessoas ou mães perfeitas, existem apenas mães cheias de defeito e amor para dar!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Observação importante:</strong> </em>Hoje, existem milhares de conhecimentos, estudos, artigos para alertar as mamães de certos riscos que existem em casa, de certos alimentos perigosos, da importância de consultar o pediatra regularmente (até o 10º mês),  maneiras para ajudar o bebê a dormir melhor ou a comer alimentos mais variados. Estudos sobre a  importância do afeto, do colo, do carinho, enfim, existem coisas muito importantes que realmente precisamos aprender (e adaptar a nossa rotina/vida/forma de ser) e não pensar que já sabemos tudo, <strong>pois &#8220;somos um grão de areia&#8221; perto do que podemos aprender.</strong> O que precisamos fazer é FILTRAR o que é &#8220;bobagem&#8221;/desnecessário e o que realmente é bom/importante para nossos filhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sobrematernidade.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Julgar12.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5879 size-full" title="Pitacos, comparações e julgamentos: será que precisamos disso?" src="https://www.sobrematernidade.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Julgar12.jpg" alt="Pitacos, comparações e julgamentos: será que precisamos disso?" width="543" height="543" srcset="https://www.sobrematernidade.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Julgar12.jpg 543w, https://www.sobrematernidade.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Julgar12-150x150.jpg 150w, https://www.sobrematernidade.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Julgar12-300x300.jpg 300w" sizes="(max-width: 543px) 100vw, 543px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5 style="text-align: justify;">Beijinhos!</h5>
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		<title>7 Motivos para não Julgar uma Mãe!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Colli]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2015 22:05:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos de Mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento e Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade/Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida de Mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Birras de Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Julgamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Não é culpa da mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Não Julgue]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando estamos grávidas ou quando a gente nem sonha em ter filhos ainda, olhamos (de fora) para outras famílias, para aquelas típicas crises de birra no mercado, para aquelas crianças mexendo loucamente no celular, para aqueles bebês que dormem com os pais (eu já fiz isso!) e pensamos (com autoridade ainda) “Eu nunca vou fazer ... <a title="7 Motivos para não Julgar uma Mãe!" class="read-more" href="https://www.sobrematernidade.com.br/motivos-para-nao-julgar-uma-mae/" aria-label="Read more about 7 Motivos para não Julgar uma Mãe!">Ler mais</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando estamos grávidas ou quando a gente nem sonha em ter filhos ainda, olhamos (de fora) para outras famílias, para aquelas típicas crises de birra no mercado, para aquelas crianças mexendo loucamente no celular, para aqueles bebês que dormem com os pais (eu já fiz isso!) e pensamos (com autoridade ainda) “Eu nunca vou fazer isso!” HA HA HA HA&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Depois que nos tornamos mães percebemos que o mundo não é tão “cor de rosa”, muito menos “tão azul” como a gente imaginava, aprendemos (depois de várioooos choques de realidade) que muitas situações não dependem de nós, muito menos da nossa vontade. Aprendemos que muitas vezes vale a pena deixar o bebê brincar (ou destruir) o nosso celular para poder ficar alguns minutos tranquila e com certeza descobrimos que dormir juntinho é a melhor coisa que Deus inventou.</p>
<p style="text-align: justify;">Já passei por muitas situações como essas, já fui julgada pelo jeito que escolhi criar o meu filho (por valorizar muito o sono e a rotina), por ser rígida em se tratando de alimentação. Porém, diversos julgamentos até entendo, mas cá entre nós, julgar uma mãe porque ela escolheu criar o seu filho de uma forma saudável, hã? Em que planeta estamos?.</p>
<p style="text-align: justify;">Já fui julgada por sair com o Francisco e deixar ele assistir vídeos nos <em>Ipad</em> (quase sem volume para não atrapalhar) enquanto almoçávamos em algum restaurante (isso porque o casal não tinha filhos e sair para eles não era um evento ou melhor comem suas refeições quentinhas todos os dias e no horário correto).</p>
<p style="text-align: justify;">Já fui julgada por escolher ficar em casa, sem sair muito nos primeiros meses do Francisco, enfim, já fui julgada por tantos motivos que hoje eu consigo ler a mente das pessoas quando elas desaprovam alguma atitude.</p>
<p style="text-align: justify;">Sinceramente, eu não ligo para isso, eu rio sozinha ou com o meu marido da inocência de quem não tem filhos ou daquele casal fofo grávidos que nem sonham o que vem pela frente. Mas, eu sei que muitas mulheres sofrem com isso, sentem vontade gritar ao mundo, CHEGA! O FILHO É MEU, EU ESCOLHO!</p>
<p style="text-align: justify;">E esse post é especialmente para elas e para todas as pessoas que sem querer acabam nos magoando, julgando ou apenas pensando coisas (malvadas) equivocadamente sobre nós  (que até mesmo a gente, mães pensa das outras as vezes)!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1 style="text-align: justify;"><strong>1- Você não sabe o que lhe espera: </strong></h1>
<p style="text-align: justify;">Ser mãe e educar uma criança não é tão fácil como parece, ler um livro, ler teorias, traçar métodos de criação, ahh isso é fácil! Mas, nem tudo que idealizamos antes de ter filhos realmente condiz com a realidade, pois afinal, estamos lidando com um ser humano, cheio de vontades, traços de personalidade e desejos e não com um robô facilmente programado. Então, antes de criticar e sugerir coisas que você leu naquela revista infantil, pense um pouco se realmente o que você for falar vai ajudar (e se essa é a sua intenção). Às vezes mesmo a intenção sendo boa, certas “dicas” só fazem a gente se sentir mal. Toda mãe faz alguma coisa por um motivo, se você não concordar, pelo menos pergunte porque ela age daquela forma, talvez você se surpreenda com a resposta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1 style="text-align: justify;"><strong>2- Não nascemos perfeitas: </strong></h1>
<p style="text-align: justify;">Você já ouviu aquela frase: “Quando nasce um bebê, nasce uma mãe”? Pois bem, isso é a mais pura realidade! Não nascemos sabendo como trocar fraldas, como dar banho, como ensinar a dormir, como amamentar, tudo isso só aprendemos depois que o nosso bebê está em nossos braços, quando temos a oportunidade de praticar, de vivenciar aquela situação. E para o seu conhecimento, nós precisamos errar algumas vezes, precisamos de um certo tempo para conhecer o nosso filho e entender o que funciona melhor para ele. <strong>Nem sempre o que é bom para uma criança é bom para outra, são todas únicas e somente a mãe de cada uma sabe o que é melhor.</strong> Então, segure a sua ansiedade e permita que a gente possa aprender sozinhas. Quando a gente faz as coisas com amor, mesmo não sendo exatamente da forma considerada correta, vai funcionar! Fique calma (o), logo a gente aprende.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1 style="text-align: justify;"><strong>3-Não julgue uma situação sem saber o contexto: </strong></h1>
<p style="text-align: justify;">Se eu pudesse exemplificar 100 situações pelas quais as pessoas vêem, analisam, com certeza não entendem e nos julgam eu faria, <strong>mas com uma delas apenas resumirei esse tópico:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Ai, você esta em casa, acordou as 6:00 da manha (e foi dormir as 2:00, pois estava trabalhando ou organizando as coisas ainda), trocou o seu filho, fez o leite ou deu o peito para ele, brincou, saiu correndo 5 segundos para ir ao banheiro, voltou, caminhou, segurou ele pelos bracinhos para caminhar, sentou, brincou novamente, leu para ele e chegou a hora do lanche, fez uma salada de frutas gostosa (amassando 4 frutas uma por vez, porque não pode bater), deu para ele (com o braço dormente de tanto apertar aquele garfo), brincou mais um pouco, segurou ele de pezinho no sofá para estimular o processo de caminhar e finalmente o sono apareceu, fez ele dormir.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltou para a cozinha para preparar o almoço dele e da família e justamente naquele dia ele resolveu acordar antes da hora, chorão, com sono e você teve que terminar o almoço com o bebê (de 10kg) no colo. Depois de terminar, organizou a mesa para todos, deu o almoço com todo amor do mundo para o seu filho, mas como ele estava com sono ou mais grudado em você, pois estava passando por um pico de crescimento (mães vão entender perfeitamente isso) não quis comer muito.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois do almoço foram brincar mais um pouco, caminhar, ler, levantar, beijar, abraçar, morder o queixo, cantar, dançar brincar com os livros, ensinar a dar tchau (repetindo 40 vezes: faz tchau filhooo!) e ai novamente é a hora da comida (porque ele come de 2 em 2 horas), com o bebê no colo (e sua técnica ninja) preparou o leite pós-almoço, deu para o seu bebê (no silencio para não distrair), depois brincou (mais ainda), sentou e fez finalmente ele dormir novamente!</p>
<p style="text-align: justify;">Saiu correndo como uma louca para terminar de almoçar (sim antes não teve como) e lavar a louça do almoço que ainda estava na pia, mas nos últimos copos seu filho resolveu acordar. Na chance de terminar a louça e passar um “paninho” correndo no chão você senta ele no tapete e liga a “galinha pintadinha” (nossa amiga!) deixando ele “sozinho” (sem tirar o olho dele um segundo) e ganhar uns minutos, nisso, toca a campainha, você claro com aquela cara linda (de quem não penteou nem os cabelos ainda) pensa: quem será? (nessas horas sempre chega alguém), mesmo não esperando ninguém (por isso gostamos de programar as visitas), você corre para atender a porta: É o carteiro! (com um olho ainda no bebê sentado no chão), convida-o com a maior educação que sua mãe lhe deu para entrar até que você assine a entrega e nisso ele olha para o seu filho naquela situação e pensa:<strong> “que mãe desnaturada deixa o filho jogado no chão o dia todo na frente da tv assistindo galinha pintadinha, aposto que é para ficar no <em>facebook</em> a tarde toda, como que pode, afinal ela SÓ faz isso da vida!”.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1 style="text-align: justify;"><strong>4- Amamos o nosso filho mais que tudo:</strong></h1>
<p style="text-align: justify;">Por isso jamais faríamos algo que pudesse prejudicá-los: Não sairíamos no vento com eles se achássemos que ficariam doentes, não deixaríamos eles chorando, passando fome se aquele fosse realmente o choro de fome (as pessoas adoram falar que os nossos filhos estão com fome). Não sairíamos a noite sozinhos se eles não estivessem bem cuidados (e isso vale pra todas as outras saidinhas). Não deixaríamos passando frio se realmente estivessem sentindo isso. Não voltaríamos a trabalhar se não precisássemos. Amamentaríamos até os 2 anos se eles quisessem (ou tivéssemos essa possibilidade). Jamais daríamos fórmulas (leite em pó) se todas nós tivéssemos o leite que muitos imaginam. Jamais faríamos cesárias se não tivéssemos os nossos motivos, jamais teríamos filhos se não soubéssemos cuidar!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1 style="text-align: justify;"><strong>5- Trabalhamos muito mais do que você imagina: </strong></h1>
<p style="text-align: justify;">Sendo em casa ou fora, não paramos um minuto para respirar e quando paramos precisamos ainda nos explicar. Você sabia (só por curiosidade) que as mães cansam?</p>
<p style="text-align: justify;">Quando estamos em casa a nossa rotina é super pesada, diferente do que as pessoas pensam, as mães que ficam em casa com os bebês trabalham o dia todo sim, não ficam assistindo &#8220;sessão da tarde&#8221; enquanto o bebê fica brincando no chão ou dormindo (eu queria saber o que as pessoas pensam que um bebê faz o dia todo!).</p>
<p style="text-align: justify;">Além de organizar a casa, passamos o dia fazendo comida para o bebê (a cada 2 ou 3 horas), lavando roupa, trocando fralda, brincando, estimulando, ensinando, a única coisa que a gente não faz é ficar parada.</p>
<p style="text-align: justify;">A frase que mais me irrita (e deve irritar muitas outras mães) é: “ahhh mas você só fica em casa neh, não trabalha” o queeeeeeeeeeeee? Eu respiro e com os olhos cheios de fogo eu falo: &#8220;Sim, eu agora estou TRABALHANDO só em casa, cuidando do Francisco&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem falar que hoje em dia as mães que optam por trabalhar em casa e criar os PRÓPRIOS filhos são muito discriminadas, por serem desocupadas, por serem mulheres dominadas pelo marido ou fracas, por serem coitadas dependentes, por serem mil coisas irreais. As pessoas não conseguem analisar que talvez a gente se preparou antes de engravidar para essa situação, ficar 1 ou 2 anos da vida cuidando exclusivamente do filho para depois retornar ao trabalho naturalmente. <strong>Novamente eu pergunto, em que mundo estamos que é errado ou vergonhoso ficar em casa para educar os NOSSOS filhos, quem no mundo pode educar melhor que uma mãe?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E as mães que saem para trabalhar fora? Desejando estar com o filho, com o coração rasgado por ter que deixá-lo chorando na escolinha e ir para o trabalho, passar o dia todo trabalhando, chegar em casa com saudade e o filho já estar dormindo? Ou chegar e ter que correr fazer a janta, banho, as roupas, a louça do meio dia e ainda ter que ouvir aquele comentáriozinho desnecessário: “fria, deixa os filhos jogado por ai, isso não é mãe” ou tem um pior: “colocou os filhos no mundo pros outros criar”, esse com certeza sobe fogo nos olhos também.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, mãe trabalha, alias, descobre o que é trabalhar mesmooo depois que os filhos nascem, mas eu duvido alguém mais feliz!</p>
<h1></h1>
<h1 style="text-align: justify;"><strong>6- Cada família tem seu estilo:</strong></h1>
<p style="text-align: justify;">Não importa o motivo, mesmo que eu não concorde com alguma atitude eu jamais julgaria outra família, outro estilo de vida, outra mãe depois que me tornei uma. Logo que o Francisco nasceu eu até sentia um aperto no peito se via certas situações, mas depois que ele começou a crescer eu me dei conta de que toda mãe tem um motivo para fazer o que e como faz.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hoje eu percebo claramente o que funciona para a minha família muitas vezes não funciona para outra.</strong> Por exemplo: Eu e o papai, não gostamos muito de atividades ao ar livre, não gostamos de sair todos os dias, ou viver em contato com a natureza. Eu sou o ser humano mais alérgico que o sol já esquentou, se um pernilongo me olhar eu já estou inchada (fico com cicatriz e um mês com coceira), então, eu corro de lugares muito abertos, com muitas árvores, mesmo achando lindo, esses lugares acabam apenas me estressando (sou do tipo que fecha a casa as 18:00 e fica observando se entrou um pernilongo).  Francisco teimou em nascer igual a mim, como vamos viver em contato com a natureza sendo dessa forma?</p>
<p style="text-align: justify;">É tão lindo aquele discurso: A criança precisa ser criada solta, na grama, nas árvores e eu ate concordo, a natureza é muito importante para as crianças, mas vamos parar e pensar que existem vários estilos de famílias. Aqui em casa será inevitável que o Francisco não veja eu e o Maci no computador, no <em>tablet</em>, no celular, nós trabalhamos com isso, vivemos e sustentamos ele com isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele terá e já tem contato direto, o obvio é que aprenda usar rapidamente esses aparelhos e goste como nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Como existem as famílias que vivem acampando, jogando futebol no final de semana, almoçando ao ar livre, o filho criado nessa família terá muito prazer em todas essas atividades e talvez para ele será horrível ficar em casa trancado jogando no computador.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso eu digo, respeite o estilo de cada família, <strong>não queira que uma criança seja totalmente criada fora da realidade dos pais só porque você acha que a sua forma de pensar é melhor ou mais correta. </strong>Hoje em dia existem sempre dois lados, dois estudos, dois métodos. Cada um escolhe criar os seus filhos da forma que considera melhor e isso não deve ser questionado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1 style="text-align: justify;"><strong>7- Somos nós que damos a vida: </strong></h1>
<p style="text-align: justify;">Toda vez que você pensar em julgar uma mãe, lembre-se: Você também tem uma mãe e foi ela que te deu a vida, todo amor e carinho que conseguiu, se dedicou e fez o que estava ao seu alcance e sem duvidas ela te ama demais, será que existe mesmo motivo para julgar uma pessoa assim? Que só sabe amar, respeitar e viver pelos filhos? Você já parou para pensar que agente não faz nada além do melhor para eles?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se não, agora chegou a hora de começar a “engolir” certos pitacos e começar a ver a mulher dedicada que existe além daquela mãe cheia de defeitos. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Está na hora de cada um prestar atenção no que acontece dentro da sua própria casa e parar de observar o que existe dentro da casa dos outros, o tempo passa, a vida segue e as pessoas cansam.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, comece a cuidar do seu próprio nariz e seja tão feliz assim como nós somos: Imperfeitas, mas, cheias de amor, de instinto, de poderes, de colinho, de carinho, de cuidado e mesmo vivendo cansadas, cheias de sono, sem tempo, somos as pessoas mais completas desse mundo, em vez de nos julgar, nos use como exemplo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mamães, liguem os seus “filtros”, aprendam a diferenciar o que é um comentário construtivo, daquele totalmente vazio ou maldoso e sejam muito felizes em suas escolhas!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5 style="text-align: justify;"><strong>Beijinhos!</strong></h5>
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