vacinas de bebês

Vacinas de bebês: Posto de saúde ou clínica particular? Qual a diferença? (atualizado em 2020)

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Vacinas de Bebês: Posto de saúde ou Clínica Particular?

Há alguns dias escrevi em um post sobre as vacinas que o Francisco tomou no 2º, no 4º e no 6º mês e muitas pessoas me enviaram e-mails pedindo para explicar um pouco sobre as diferenças. Então, o Post de hoje, sobre vacinas de bebês, apresentará algumas informações que pesquisei e que recebi das pediatras que cuidam do Francisco e dos médicos da minha família. Enfim, vou explicar porque escolhi nesses meses (2º, 4º e 6º) fazer as vacinas (pagas) na clínica particular e não no posto de saúde.

As vacinas de ambas são seguras e protegem a saúde de seu bebê e criança, porém, há benefícios nas vacinas da rede privada. Ambas as vacinas tem ótima qualidade e garantirem a proteção do seu filho, mas, algumas vacinas oferecidas na rede pública são diferentes daquelas existentes na rede particular. Saiba quais são essas diferenças e entenda como isso afeta a saúde do seu filho.

Leia também nosso post “Vacinas: reações, dicas, cuidados e informações importantes!”, clicando aqui.

Você sabia que existem vacinas de bebês diferentes (e que são muito importantes)?

Vamos entender as diferenças de todas vacinas divididas por meses:

 

*Esse post foi ATUALIZADO em Junho de 2020 com a ajuda e os conhecimentos clínica especializada em vacinas Doce Gotinha.  Podem ler com tranquilidade e segurança que as informações sobre vacinas de bebês são atuais.

 

1º MÊS:

VACINAS DE BEBÊS AO NASCER: BCG + HEPATITE B

BCG:

(Famosa por deixar aquela marquinha no braço do bebê). Deve ser aplicada ainda na maternidade ou na primeira semana de vida. Ela previne a criança das formas graves de Tuberculose.

Lembrando que essa vacina causa (forma) uma “feridinha” no local da aplicação e é normal e necessária, não se assuste. O pediatra com o passar dos meses irá prestar atenção se a vacina fez o efeito que deveria ou se terá que ser refeita (difícil acontecer).

A vacina BCG é a mesma na rede pública e particular. A única diferença, é por ser multidose na rede pública (sendo aberto em um dia especifica, geralmente com agendamento, pelo posto de saúde) e na rede particular é monodose (dose individual, podendo ser feita a qualquer dia).

HEPATITE B (1º dose):

A primeira dose desta vacina deve ser aplicada o quanto antes, nas primeiras horas de vida, muitas vezes ainda na maternidade. Em recém nascidos com peso inferior a 2.000g ou idade gestacional menor que 33 semanas, sendo a primeira dose nas primeiras 12 horas de vida.

Devem ser aplicadas 4 doses (0,2,4,6 meses), sendo a primeira dose isolada e as demais estão nas vacinas pentavalente (rede pública) ou Hexavalente (rede particular).

Essa vacina é exatamente a mesma na rede pública e na rede particular.

2º MÊS:

São realizadas QUATRO vacinas na Rede Pública (ROTAVÍRUS, PNEUMOCÓCICA E PENTAVALENTE +VIP) ou TRÊS na Rede Particular (ROTAVÍRUS, PNEUMOCÓCICA E HEXAVALENTE(:

1- ROTAVÍRUS MONOVALENTE X ROTAVÍRUS PENTAVALENTE:

O Rotavírus (vírus RNA da família Reoviridae, do gênero Rotavírus) é um dos principais agentes virais causadores das doenças diarreicas agudas (DDA) e uma das mais importantes causas de diarreia grave e gastroenterite (manifestação clínica), em crianças menores de cinco anos de idade. Esta rotavirose, se não tratada adequadamente, pode evoluir para complicações e quadros graves, que podem, inclusive, levar à morte, podendo acometer crianças e adultos do mundo todo.

REDE PÚBLICA:

Rotavírus Monovalente (Vacina Rotavírus humano G1P1 [8], vírus vivo): esta vacina disponível na rede pública protege contra 1 vírus (monovalente), causador da doença. Deve ser aplicada por via oral, duas doses: aos 2 e 4 meses de vida, com intervalo mínimo de 30 dias em cada dose.

REDE PARTICULAR:

Rotavírus Pentavalente (Vacina Rotavírus humano/bovino G1, G2, G3, G4 e P1A[8], atenuada): Enquanto a vacina da rede pública, protege contra apenas 1 vírus, a vacina da rede particular é pentavalente, ou seja, protege contra 5 tipos existentes da doença, e contem sua formulação atenuada, causando menos efeitos colaterais. Deve ser aplicada por via oral, três doses: aos 2, 4 ,6 mês de vida, com intervalo mínimo de 30 dias em cada dose, sendo que a última dose deverá ser realizada no máximo com 7 meses e 29 dias, após esta idade não pode ser realizada.

OBSERVAÇÃO: Se a criança cuspir ou vomitar após a vacinação não é preciso repetir a dose, pois ela já é administrada em um volume maior para prevenir esse tipo de situação. Uma dica muito importante, 30 a 40 minutos antes de realizar a vacina, o bebê deve estar sem mamar, ou seja, com a “barriguinha” vazia para conseguir tomar toda a vacina.

2- PNEUMOCÓCICA 10 X PNEUMOCÓCICA 13:

PNEUMONIA: é a inflamação dos pulmões, normalmente causada por uma infecção. Há vários tipos de pneumonia provocada pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (como bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar. A mais comum é causada por bactérias. A vacina pneumocócica, ajuda a proteger contra algumas bactérias como a Streptococcus pneumoniae, que causam as seguintes doenças: pneumonia, meningite, otite média e aguda, sinusite e bacteremia.  Os Sintomas de pneumonia podem ser febre alta, tosse, dor no tórax, falta de ar, secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada, prostração (fraqueza) entre outros.

REDE PÚBLICA:

Pneumocócica 10 (conjugada):  esta vacina protege contra 10 tipos da bactérias causadas por Streptococcus pneumoniae. Deve ser realizada aos 2,4 meses com reforço aos 12 meses de idade. Com idade máxima de 5 anos de idade para ser aplicada.

REDE PARTICULAR:

Pneumocócica 13 (conjugada): Essa vacina em vez de 10 tipos, ela previne contra 13 tipos da doença (o que considero muito importante), contra novas variações da bactéria. A vacina também é feita a base de vírus inativado (sem vírus vivo), causando menos ou nenhuma reação. Deve ser aplicada aos 2, 4, 6 meses e reforço entre 12 a 15 meses de idade. O intervalo entre as doses é de 60 dias e, mínimo de 30 dias. Em adolescentes e adultos também pode ser realizada. Para pessoas com idade acima de 50 anos, pode ser aplicada em dose única, sendo, uma excelente alternativa, para prevenção das pneumonias.

Outro detalhe importante: Se a família não tiver condições de comprar essa vacina, muitos pediatras indicam que pelo menos uma dose da vacina seja administrada no bebê (isso vale para as outras) para que ele tenha imunidade a alguns vírus e bactérias (significativas) a mais. A indicação é fazer ela aos 6 meses (3° DOSE). Ou um reforço aos 12 meses no lugar da Pneumo 10 do posto, preferencialmente, entre 12 (1 ano) e 15 (1 ano e 3 meses) meses de idade. Caso já tenha concluído o calendário pode fazer um reforço dela.

3- PENTAVALENTE + VIP X HEXAVALENTE

REDE PÚBLICA:

PENTAVALENTE (DTP + HIB + HEP B): previne contra 5 tipos doenças, a difteria, tétano, coqueluche (tosse seca causada pela bactéria Bordetella Pertussis), Haemophilus influenzae b e hepatite B.

VIP (Salk VIP): previne contra a poliomielite. É aplicada intramuscular até 12 meses de vida, após esta idade ela é dada em forma de gotinha (Sabin ou VOP) a qual entra como um reforço aos 15 meses.

Administradas aos 2,4, 6 mês de vida, com intervalo entre as doses de 60 dias e, mínimo de 30 dias. O primeiro reforço é realizado aos 15 meses de idade e o segundo reforço aos 4 anos (com a DTP). A idade máxima para administrar esta vacina é aos 6 anos 11meses e 29 dias.

Outro detalhe importante: As duas vacinas da rede pública, são feita sob a forma de vírus ativado, vivo, podendo causar mais reações no bebê, como febre alta, convulsão, inchaço no local da aplicação, irritação, dor, diarreia, etc. acometendo, principalmente, crianças mais frágeis, como prematuros. A criança que teve alguma reação forte em algumas das aplicações, se possível, deve-se realizar as próximas aplicações com a vacina da rede particular (Hexavalente), para evitar mais complicações futuras.

REDE PARTICULAR:

Apenas uma vacina (HEXAVALENTE)

HEXAVALENTE (DTPa + HIB + HEP B + VIP): ela substitui as duas vacinas do posto (PENTA+VIP). Protege contra as doenças, da difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae b e hepatite B e a poliomielite (VIP). Assim eliminando uma das “picadas” (no posto seriam 3 “picadinhas” e não apenas 2 como na rede particular). Mas o grande diferencial desta vacina da clínica particular, é feita na forma inativava, ou seja, não contém vírus vivo, o que causa menos reações no bebê (ou não causa), por exemplo, o Francisco não mudou em absolutamente nada o seu comportamento, foi como se não tivesse feito à vacina.

Administradas aos 2,4, 6 mês de vida, com intervalo entre as doses de 60 dias e, mínimo de 30 dias. O primeiro reforço é realizado aos 15 meses de idade e o segundo reforço aos 4 anos (com a DTPa- diferente a rede pública, esta vacina e acelular e inativada, para não causar dor e febre). A idade máxima para administrar esta vacina é aos 6 anos 11meses e 29 dias.

3º MÊS:

*Prestem atenção, pois nesse mês as diferenças são grandes.

AOS 3, 5 MESES + REFORÇOS: São realizadas as vacinas contra as meningites – Meningite C (rede pública) ou Meningite ACWY+ Meningite B (rede particular).

MENINGITE: é uma infecção das membranas que recobrem o cérebro (as meninges), que afeta toda a região e dificulta o transporte de oxigênio às células do corpo. A doença provoca sintomas como dor de cabeça e na nuca, rigidez no pescoço, febre e vômito. Ela pode evoluir rapidamente, em especial entre crianças e adolescentes, para perda dos sentidos, gangrena dos pés, pernas, braços e mãos. Vários agentes infecciosos podem causam a meningite, como vírus e bactérias. Geralmente, os quadros ocasionados por vírus são menos graves. Já os que surgem em decorrência de bactérias (ou, raramente, de fungos) são perigosos. Além disso, dois a cada dez sobreviventes têm de conviver com sequelas, a exemplo de surdez, paralisia ou amputação de membros.

 

1- MENINGOCÓCICA C X MENINGOCÓCICA ACWY

REDE PÚBLICA:

Meningocócica C: É uma vacina utilizada para prevenir as doenças provocadas pela bactéria Neisseria meningitidis do sorogrupo C. Deve ser aplicada aos 3, 5 meses e reforço aos 12 meses.

REDE PARTICULAR:

Meningocócica ACWY (nimenrix): A vacina é utilizada para prevenir as doenças provocadas pela bactéria Neisseria meningitidis de quatro sorogrupos: A+C+W+Y.  Deve ser aplicada aos 3 e aos 5 meses com reforço aos 12 á 15 meses. Um segundo reforço aos 4 anos e mais um aos 11 anos de idade.

Observação: Existe outro laboratório que produz a vacina ACWY, à menveo, a qual, necessita de uma dose a mais que a nimenrix, esta dose deve ser realizada aos 7 meses de vida.

Outro detalhe importante: Esta vacina substitui a vacina da meningite c do posto e contém 4 proteções contra os sorotipos (A,C,W,Y), contendo 3 proteções a mais que a da rede pública (só contém o sorotipo C). Ela pode ser realiza também como reforço para nunca vacinados com ela. Pode ser aplicada a partir de 2 meses de vida, e para adultos também.

2- MENINGOCÓCICA B – (não está disponível da rede pública no Brasil)

Meningocócica B: Dentre as vacinas de bebês, a vacina Meningite B (Bexsero) está disponível apenas nas clínicas particulares e trata-se de uma vacina inativada, portanto, não causa infecção. Previne contra as meningites e infecções generalizadas causadas pela bactéria meningococo do tipo B. sua aplicação e por via intramuscular e pode ser realizada a partir de 2 meses de vida.

Sua indicação é para crianças e adolescentes em geral. Também, para adultos com até 50 anos, ou dependendo de risco epidemiológico, viajantes com destino às regiões onde há risco aumentado da doença, pessoas de qualquer idade com doenças que aumentem o risco para a doença meningocócica (principalmente pacientes que irão se tratar com medicamentos que possam diminuir a imunidade, pode ser realizada antes do início do tratamento com orientação do seu médico).

Esquema de doses: As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam o uso rotineiro de duas doses (*aos 3 e 5 meses de vida) e um reforço (entre os 12 e 15 meses) na vacinação infantil. No entanto, caso a primeira dose não seja aplicada aos três meses de vida, o esquema pode variar, segundo o fabricante (GSK):

4º MÊS:

 

REDE PÚBLICA:

2º dose da vacina Pentavalente (DTP + Hib+Hep B)

2º dose Vacina contra Poliomielite (Salk VIP):

2º dose Rotavírus Monovalente

2º dose Vacina Pneumocócica 10 (conjugada)

REDE PARTICULAR:

2º dose da vacina Hexavalente (DTPa + HIB +Hepatite B +VIP)

2º dose da vacina Rotavírus Pentavalente (G1, G2, G3, G4 E P1A[8])

2º dose da vacina Vacina Pneumocócica 13 (conjugada)

5º MÊS:

REDE PÚBLICA:

2ª dose da Vacina Meningocócica C

REDE PARTICULAR:

 2ª dose da Meningocócica ACWY 

2ª dose da Vacina Meningocócica B

6º MÊS:

 

REDE PÚBLICA:

3º dose da vacina Pentavalente (DTP + Hib+Hep B)

3º dose Vacina contra Poliomielite (Salk VIP):

Vacina H1N1- influenza: É indicada para todas as crianças a partir do 6º mês de idade, mas geralmente é aplicada antes do período de maior prevalência da gripe.

A primeira vez que a criança tomar a vacina ela será dividida em 2 doses com intervalo de 30 dias. As próximas serão aplicadas em dose única. A vacina deve ser feita anualmente.

  

REDE PARTICULAR:

3º dose da vacina Hexavalente (DTPa + HIB +Hepatite B +VIP)

3º dose da vacina Rotavírus Pentavalente (G1, G2, G3, G4 E P1A[8])

3º dose da vacina Vacina Pneumocócica 13 (conjugada)

Vacina H1N1- influenza: É indicada para todas as crianças a partir do 6º mês de idade, mas geralmente é aplicada antes do período de maior prevalência da gripe.

A primeira vez que a criança tomar a vacina ela será dividida em 2 doses com intervalo de 30 dias. As próximas serão aplicadas em dose única. A vacina deve ser feita anualmente.

7º e 8º MÊS:

Não existe nenhuma vacina determinada nesses meses.

9º MÊS:

FEBRE AMARELA: é uma doença infecciosa transmitida pela picada de mosquitos transmissores infectados. A transmissão de febre amarela no País ocorre no ciclo silvestre (em florestas), transmitida por mosquitos de dois gêneros Haemagogus (H. janthinomys e H. albomaculatus) e Sabethes (S. chloropterus).

Aedes aegypti o mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika , também pode transmitir o vírus da febre amarela.  A doença é considerada aguda e hemorrágica e recebe este nome, pois causa amarelidão do corpo (icterícia) e hemorragia em diversos graus.

O vírus é tropical e mais comum na América do sul e na África. Apesar de ser considerado um vírus perigoso, a maioria das pessoas não apresentam sintoma e evoluem para a cura.

Os principais sintomas são febre, dor muscular, náuseas e vômitos, perda de apetite e fraqueza. Na fase aguda da doença os sintomas costumam durar entre três e quatro dias e passam sozinhos. A melhor forma de prevenção é com a vacina contra a febre amarela e repelentes.

 

Vacinas disponíveis no Brasil: produzida por Fiocruz – rede pública, e a produzida pela Sanofi Pasteur rede privada. Ambas são elaboradas a partir de vírus vivo atenuado, cultivado em ovo de galinha e as duas têm perfil de segurança e eficácia semelhantes.

A vacina é a mesma na rede pública e particular. A única diferença, é por ser multidose na rede pública (sendo aberto em um dia especifica, geralmente com agendamento, pelo posto de saúde) e na rede particular é monodose (dose individual, podendo ser feita a qualquer dia).

Além dos bebês ela é realizada também para adolescentes e adultos que vivem em regiões brasileiras classificadas como áreas de recomendação de vacinação, ou em viagem nacional/internacional de risco para a doença, ou com obrigatoriedade de comprovação da vacinação (CIVP -Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia) que é exigida por alguns países a viajantes.

 

CONTRAINDICAÇÕES (vacinas de bebês e de adultos):

Em bebês com menos de seis meses de idade, gestantes, pessoas com o sistema imunológico debilitado, pessoas com histórico de reações adversas em doses anteriores, pacientes submetidos a transplante de órgãos, pessoas alérgicas a gema de ovo de galinha e seus derivados ou gelatina bovina. Nestes casos o médico deverá emitir o certificado de isenção da vacinação contra febre amarela com a justificativa da isenção. O documento permite a entrada de não vacinados nos países que exigem o CIVP.

OBSERVAÇÃO: Crianças alérgicas ao ovo e seus derivados não devem realizar a vacina sem orientação e liberação do seu médico pediatra ou especialista, devendo ser analisado o risco benefício em cada caso.  Para descobrir se é alérgico deverá ser introduzido aos poucos na alimentação o ovo cosido (introduzir aos poucos, a gema cosida, e em pouca quantidade e observar se a criança não tem, alguma alteração na respiração, pele), e assim, descobrir se o bebê tem ou não alergia ao ovo.

12º E 15º MÊS:

São realizadas as vacinas contra a Hepatite A, Sarampo, Caxumba, Rubéola, Varicela e mais Reforços das vacinas já realizadas.

 

REDE PÚBLICA: HEPATITE A+TRIPLICE VIRAL+PNEUMO 10+MENINGO C+ DTP / VOP

REDE PARTICULAR: HEPATITE A + TETRA VIRAL + PNEUMO 13 + MENINGO ACWY + DTPa/ VOP

HEPATITE A: é uma doença infeciosa aguda do fígado causada pelo vírus (VHA). Muitos casos apresentam poucos ou nenhum sintomas, especialmente nos mais jovens. O intervalo de tempo entre a infeção e o aparecimento de sintomas, nas pessoas que os manifestam, é de duas a seis semanas. Quando ocorrem sintomas, têm geralmente a duração de oito semanas e podem incluir náuseas, vómitos, diarreia, pele amarela, febre e dores abdominais. A doença é geralmente transmitida ao comer ou beber alimentos ou água contaminados com fezes infetadas. A vacina contra a hepatite A é eficaz na prevenção da doença.

1- VACINA DA HEPATITE A:

As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam a aplicação rotineira aos 12 e 18 meses de idade, ou o mais cedo possível, quando a vacinação não ocorrer nestas idades recomendadas. A rede pública fornece apenas a 1ª dose da vacina. Na rede particular são realizadas duas doses com intervalo de seis meses.

Esquema de doses: pode ser realizada a partir de 12 meses de idade.

REDE PÚBLICA: é realizada apenas uma dose aos 15 meses.

REDE PARTICULAR: é realizada duas doses, a 1° dose aos 12 meses, e a 2° dose aos 18 meses. Intervalo mínimo entre as duas doses deve ser  de 6 meses.

2- TRIPLICE VIRAL (SARAMPO/CAXUMA/RUBÉOLA) X TETRA VIRAL (TRÍPLICE+ VARICELA):

SARAMPO: é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida pela vacina. Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. Em algumas partes do mundo, a doença é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos de idade.

CAXUMBA: é uma infecção viral aguda e contagiosa. Pode atingir qualquer tecido glandular e nervoso do corpo humano, mas é mais comum afetar as glândulas parótidas, que produzem a saliva, ou as submandibulares e sublinguais, próximas ao ouvido. É mais comum em crianças no período escolar e em adolescentes, mas também pode afetar adultos em qualquer idade. Normalmente, a caxumba tem evolução benigna, mas em alguns raros casos pode apresentar complicações resultando em internações e até mesmo em morte.

RUBÉOLA: é uma infecção contagiosa causada por vírus (Rubella) e caracterizada por erupções vermelhas na pele, febre leve, dor de cabeça, congestão nasal, inflamação nos olhos (avermelhados), nódulos na região da nuca e atrás das orelhas, dor muscular e nas articulações. Pode ser transmitida de pessoa para pessoa, por meio do espirro ou tosse, sendo altamente contagiosa. Uma pessoa com rubéola pode transmitir a doença a outras pessoas desde uma semana antes do início da erupção. A doença também pode ser congênita, podendo ser transmitida de mãe para filho ainda durante a gravidez, sendo de risco para feto. Apesar de rubéola ser uma doença considerada branda, pode acontecer de ela evoluir para complicações mais sérias, como otite média e até encefalite. A melhor forma de prevenção é com a vacinação.

CATAPORA (VARICELA): é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, mas geralmente benigna, causada pelo vírus Varicela-Zoster, que se manifesta com maior frequência em crianças e com incidência no fim do inverno e início da primavera. A principal característica clínica é o polimorfismo das lesões cutâneas (na pele) que se apresentam nas diversas formas evolutivas (máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas), acompanhadas de prurido (coceira).

Esquema de doses: pode ser realizada a partir de 12 meses de idade.  As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam o uso rotineiro de duas doses (aos 12 e 15 meses de vida) e um reforço se necessário em campanhas.

REDE PÚBLICA:  É realizada a 1° dose com a tríplice (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses, e entre 15 a 24 meses uma dose da tetra viral (tríplice + varicela).

REDE PARTICULAR: É realizada duas doses da tetra viral (tríplice + varicela), 1° dose aos 12 meses e reforço (2° dose) aos 15 a 24 meses. Em caso de falta é realizada a tríplice viral + a varicela (isolada), assim a proteção será igual. Ou seja, na rede particular é realizada duas doses que contenham varicela, na tetra viral ou varicela isolada. Aos 4 anos é realizada como reforço.

VARICELA:

É também conhecida por catapora e é uma doença altamente contagiosa causada pela infeção do vírus varicela-zoster (VVZ). A doença provoca feridas (erupções cutâneas) na pele. Essas feridas formam pequenas bolhas que provocam muita coceira e desconforto formando uma crosta (e em alguns casos deixando cicatrizes).

Esquema de doses: pode ser realizada a partir de 9 meses de idade (laboratório GSK) ou a partir dos 12 meses de idade.

REDE PÚBLICA:  é realizada a 1° dose com a tetra viral (sarampo, caxumba e rubéola+ VARICELA) aos 15 meses. Realizado um reforço aos 4 anos.

REDE PARTICULAR: é realizada duas doses podendo ser com a tetra viral (tríplice + varicela), 1° dose aos 12 meses e reforço (2° dose) aos 15 a 24 meses. Ou duas doses de varicela isolada, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Seu reforço é realizado aos 4 anos.

REFORÇOS:

PNEUMO 10 + MENINGO C X PNEUMO 13 + MENINGO ACWY:

PNEUMOCÓCICA REFORÇO:

Esquema de doses: o reforço deve ser realizada a partir de 12 meses de idade.

REDE PÚBLICA:  realizado 1° reforço aos 12 meses com a vacina PNEUMO 10.

REDE PARTICULAR: realizado 1° reforço aos 12 meses com a vacina PNEUMO 13. Caso tenho feito todas as doses n a rede pública pode ser feito um reforço da Pneumo 13, com intervalo mínimo de 2 meses após a última dose.

 

MENINGOCÓCICA REFORÇO:

Esquema de doses: o 1° reforço entre 12 a 15 meses de idade. O segundo reforço aos 4 aos 6 anos, o terceiro reforço aos 11 anos de idade.

REDE PÚBLICA: com a vacina MENINGO C: realizado 1° reforço aos 12 meses, 2° reforço aos 4 anos e 3° reforço 11 anos de idade.

REDE PARTICULAR:  com a vacina MENINGO ACWY: realizado 1° reforço aos 12 meses, 2° reforço aos 4 anos e 3° reforço 11 anos de idade, mesmo esquema de vacinação do posto, porém com a vacina ACWY. Caso tenho feito todas as doses na rede pública pode ser feito um reforço da MENINGO ACWY, com intervalo mínimo de 2 meses após a última dose. (DEVE-SE ANALIZAR O CALENDARIO VACINAL)

 

DTP+ VOP / DTPa +VOP REFORÇO (Difteria, tétano e coqueluche + poliomielite):

Esquema de doses: o reforço deve ser realizada entre 15 á 18 meses de idade. As vacinas da rede pública e privada são bem diferentes. No posto é realizada a tríplice bacteriana (DTP) e a gotinha VOP, que são de células inteiras, podendo causar reações.   Já as vacinas particular é acelular e inativada ( DTPa + VOP ou PENTAVALENTE ACELULAR. Estas causam pouco ou quase nada de efeitos indesejados.

REDE PÚBLICA: com a vacina DTP: realizado 1° reforço aos 15 meses, 2° reforço aos 4 anos. E o 3° reforço aos 14 anos de idade (com a DT-difteria e tétano).

REDE PARTICULAR: com a vacina DTPa: realizado 1° reforço aos 15 meses (também pode ser feito com a PENTAVALENTE ACELULAR), 2° reforço aos 4 anos. O 3° reforço aos 14 anos de idade. A cada 10 anos é recomendado fazer um, reforço para prevenção da difteria, tétano e coqueluche.

Obs.: VACINA VOP(poliomielite): Também conhecida como gotinha, sempre deve ser feita quando tiver campanha seu reforço é realizado quando surge o reaparecimento da doença da poliomielite.

CLIQUE AQUI PARA VER O CALENDÁRIO COMPLETO ATÉ OS 19 ANOS (inclusive, vacinas de bebês):

3 dicas importantes sobre Vacinas:

  • As vacinas que são exatamente iguais na rede pública e na rede particular, alguns profissionais indicam que sejam aplicadas no posto de saúde, pois o fluxo e o giro das vacinas acabam sendo maiores na maioria das vezes (isso depende do município), então dificilmente as vacinas ficam estocadas muito tempo, elas são sempre renovadas.
  • SE A FAMÍLIA TIVER CONDIÇÕES de comprar as vacinas que são diferentes ou remanejar algum outro gasto, esse é um dos investimentos mais validos, seu filho estará mais seguro e imunizado contra mais doenças.  É algo que ele levará para o resto da vida e saúde é tudo! Se informe com o profissional que você confia, busque, leia sobre o assunto, é algo que merece a sua atenção!
  • A pontualidade em se tratando de vacinas, realmente faz toda a diferença. É muito importante cuidar para não atrasar as vacinas e sempre fazê-las no mês indicado, pois o calendário de vacinas foi especialmente calculado para proporcionar mais proteção ao seu bebê. É importante cuidar para não atrasar, mas também não antecipar, ser pontual na data (mas se o seu pediatra indicar que alguma vacina deve ser adiantada é outra história, algumas podem acontecer, como a da varicela, por exemplo).

Qualquer dúvida consulte sempre o(a) pediatra que acompanha o seu(a) filho(a)!

Contato da clínica Doce Gotinha:

WhatsApp: (49) 992025104 ou clique aqui

Telefone: (49) 3622-6660

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Endereço físico: Rua Sete de Setembro, 2570 – Centro, São Miguel do Oeste/SC (89900-000)

 

Até mais!

 

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