Fórmula infantil, composto lácteo ou leite de vaca? O que muda depois de 1 ano?
Fórmula infantil, composto lácteo ou leite

Fórmula infantil, composto lácteo ou leite de vaca? O que muda depois de 1 ano?

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Sabemos que o leite materno é o leite mais recomendado e também o melhor para os bebês até 2 (ou mais) anos. Infelizmente nem todos os bebês (e mamães) tem ou tiveram a oportunidade de manter a amamentação até essa idade, seja por problemas físicos da mamãe, porque o bebê rejeitou o peito, porque a mamãe optou por encerrar a amamentação antes desse período. Enfim, muitas crianças precisam se alimentar de alguma fórmula infantil, mas e quando a criança completa 1 ano, o leite muda? O leite de vaca pode ser introduzido? Como é que fica?

Aqui em casa recentemente passamos por essa situação e devo confessar que eu achei que a escolha do leite seria mais simples, pois o Francisco completou 12 meses e qualquer marca ou leite que escolhêssemos daria certo. Infelizmente isso não ocorreu como imaginávamos (engraçado, a maternidade sempre apronta coisas como essas, não é?). Vou contar um pouquinho da nossa experiência com fórmula infantil antes de explicar as diferenças entre os leites.

Com 6 meses o Francisco já não queria mamar no seio, desde o início do 5º mês foi um sacrifício manter a amamentação (um dia relatarei essa experiência) e fomos em busca de um leite que ele aceitasse. Testamos várias marcas e ele não gostava de nenhuma ou “trancava” o intestino. Comecei a pesquisar e encontrei muitas mamães passando pela mesma situação que eu e foi assim que eu conheci a fórmula infantil Similac.
Um leite excelente (não estou fazendo propaganda do leite, ok?), desenvolvido por um conhecido laboratório Irlandês (Abbott). Um dos leites em pó mais vendidos e conceituados no mundo, é sem dúvida uma fórmula de muita qualidade. Também, é a fórmula que mais se aproxima do sabor do leite materno que existe e muitas crianças se adaptam fácil a ela por isso. O leite não produz espuma alguma, diferente da maioria das fórmulas, parece mais leve. O único problema é que por ter todas essas vantagens e ser um produto importado, essa fórmula acaba se tornando  um pouco mais cara e mais difícil de ser encontrada.

Observação: Lembrando que o organismo de cada bebê funciona de uma maneira diferente, então, não significa que todos os bebês irão se adaptar ao mesmo leite.

Fórmula infantil, composto lácteo ou leite

Depois das minhas pesquisas mostrei o leite para a pediatra e ela aprovou. No mesmo segundo que o Francisco provou (depois de outras 4 marcas) ele amou, simples assim. Quando ele completou 12 meses eu comecei a procurar o leite número 3, para crianças a cima de 12 meses e para a minha surpresa, não vende no Brasil! Como optamos por não dar ainda o leite de vaca, começamos a testar outras marcas (recomendadas pela pediatra), entre elas: Aptamil 3, Neslac e Ninho fases 1. Eu nem imagina que tinha diferenças entre esses produtos e que alguns nem eram leite.

 

 

 

Principais diferenças:

 

 

Leite de vaca:

É um produto natural (ou deveria ser, mas hoje em dia até o leite está sendo “batizado”), composto por água, gordura, vitaminas, proteínas, enzimas e lactose. O leite tem o cálcio mais biodisponível, que significa que o cálcio é absorvido totalmente.

Muitos pediatras indicam justamente por esse motivo, pela maior absorção de cálcio. Já outros afirmam que por não apresentar nutrientes suficientes mesmo depois de 1 ano o leite de vaca não seria o ideal para alimentar bebês até 2 anos (contém muito sódio, pouco ferro, etc.). Também, um dos problemas seria a dificuldade de encontrar um leite que não seja cheio de produtos químicos, realmente natural.

Lembrando que crianças menores de 1 ano NÃO DEVEM  ser alimentadas com leite de vaca, pois o trato gastrointestinal não está totalmente desenvolvido e o leite pode causar diversas alergias (entre elas a APLV – alergia a proteína do leite de vaca) e microhemorragias intestinais, levando o bebê a desenvolver anemias. Também, por não apresentar todos os nutrientes que o bebê precisa nessa fase da vida, causando danos à saúde do bebê. Se você tem dúvidas sobre esse assunto não deixe de ler e pesquisar mais sobre esse ele (mais algumas informações aqui).

  Fórmula infantil, composto lácteo ou leite

Composto lácteo:

 Ele não pode ser chamado de leite, pois tem outros ingredientes em sua composição. É composto de leite (que deve ser no mínimo de 51%), óleos vegetais e prébióticos, que é uma fibra alimentar ótima para o nosso intestino. É um produto cheio de suplementos vitamínicos.

O composto lácteo surgiu como uma alternativa mais saudável ao o leite de vaca e ideal para cada fase da vida da criança, adequando à quantidade de nutrientes que a criança necessita. Para isso acontecer alguns componentes foram trocados ou modificados, como por exemplo: a gordura saturada que existe no leite de vaca pelos óleos vegetais e as proteínas foram diminuídas em quantidade, mas aumentadas em qualidade (trazendo mais benefícios a longo prazo).

Todas essas modificações também ocorrem com a intenção de diminuir e prevenir a obesidade infantil e melhorar o desenvolvimento cerebral e imunológico dos bebês.

Alguns pediatras afirmam que o composto lácteo é a melhor opção a partir de 1 ano, sendo mais adequado que o leite de vaca. Já outros afirmam que ainda não existem estudos suficientes que possam comprovar os pequenos benefícios que os compostos apresentam  a mais que o leite de vaca e que essa troca compense (pelos processos químicos que são produzidos).

O composto lácteo é muito questionado por conter xarope de milho (que é um tipo de açúcar), o que poderia acabar viciando o paladar das crianças e modificando hábitos muito importantes (por isso alguns pediatras não indicam antes dos 2 anos).

Lembrando que crianças menores de um ano NÃO DEVEM tomar esses compostos lácteos.

Exemplos: Neslac (Nestlé), Ninho Fases (Nestlé), Efagrow (Mead Johnson), Milnutri (Danone), Ideal (Nestlé).

Fórmula infantil, composto lácteo ou leite

Fórmula infantil (leite em pó):

 É o leite de vaca modificado para que se torne parecido com o leite materno, acrescido de gorduras, sais minerais e vitaminas. Existem atualmente diversas fórmulas infantis, desenvolvidas para públicos específicos, como: prematuros, sem lactose, de soja, entre outras. São classificadas: 0 a 6 meses, 6 a 12 meses (ou a partir de 6 meses) e algumas de 6 a 36 meses.

O leite em pó pode ser oferecido para o bebê até os 2 anos de idade sem ser necessário substituir pelo leite de vaca ou pelos compostos lácteos.

Lembrando que as crianças que não puderam ser alimentadas de leite materno DEVEM ser alimentadas com fórmula infantil exclusivamente até o 6º mês, sem ser necessário a introdução precoce de outros alimentos. A partir dessa fase a alimentação deve ser complementada com alimentos sólidos e uma fórmula adequada à idade.

Exemplos: Similac (Abbott), Nan (Nestlé), Aptamil (Danone), Enfamil (Mead Johnson), Nestogeno (Nestlé).
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Afinal, o que é melhor?

 Não podemos definir exatamente o que é melhor, pois tudo depende da alimentação de cada criança e claro, de pontos de vistas diferentes.

Segundo a pediatra que cuida (com muito carinho, beijo Dra. Lilian!) do Francisco o bebê depois do primeiro ano já pode começar a tomar outros leites, ele não precisa mais se alimentar de fórmulas. As vitaminas que necessita já são e devem ser encontradas nos alimentos sólidos. O leite não deve mais ser à base da alimentação da criança. Enfim, o bebê já pode tomar um leite “menos” nutritivo, pois as suas necessidades e hábitos mudaram. Se a família optar em permanecer oferecendo a fórmula também não tem problema algum, não significa que o leite de vaca ou o composto lácteo são melhores ou os mais indicados, cada caso é um caso.

Se a família optar em oferecer o leite de vaca, os nutrientes que “faltam” no leite nessa fase já podem ser encontrados nos alimentos. O que importa é manter uma alimentação adequada, contendo todos os nutrientes que a criança necessita para se desenvolver corretamente nessa idade. É uma questão de opção da família, da (o) pediatra ou nutricionista e principalmente da adaptação do bebê.

Aqui em casa nós optamos em não oferecer o leite de vaca para o Francisco até os dois anos, pois é difícil encontrar um produto mais natural, sem tanta adição de conservantes. Tentamos oferecer 2 tipos de compostos lácteos, mas ele não se adaptou. O leite Neslac ele aceitou o sabor (mesmo não gostando da espuma que o leite faz e como faz em!), mas ele teve vômitos frequentes e ficava muito constipado (isso é comum na troca do leite).

O leite Ninho Fases 1 foi o “pior” de todos para ele, pois teve gazes constantes e ficou muito estufado, reclamando, com cólicas. Testamos também a fórmula Aptamil 3 Premium e a tradicional (até hoje não entendi a diferença de ambas, acredito que apenas mudou a embalagem), mas o Francisco também não se adaptou, o intestino “prendeu” muito. Quanto ao sabor ele adorou, tomava até a última gota da mamadeira.

O leite de vaca até testamos uma vez, oferecemos apenas duas colheres, mas o Francisco teve diarreia várias vezes, por isso não voltamos a testar.

No final, o Francisco não se adaptou a outro leite e optamos por permanecer oferecendo o Similac 2, mesmo ele já tendo 12 meses. Nem sempre somos nós que escolhemos o que é melhor para os nossos filhos e sim o próprio organismo deles!

Fórmula infantil, composto lácteo ou leite

(Meu terneirinho!)

 

E vocês mamães, como estão fazendo? Conte-nos a sua experiência!

 

Até mais!

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